Homens mulheres Individual

Super-G - Mulheres; Slalom gigante - Homens; Slalom gigante - Mulheres; Slalom - Homens; Slalom - Mulheres; Combinado - Homens; Combinado - Mulheres; Corrida Paralela - Masculina; Corrida Paralela - Feminina; Evento de Equipes; Esqui Cross-Country; Individual - Clássico - Homens; Individual - Clássico - Mulheres; Sprint - Clássico - Homens ... A fim de entender melhor esses aspectos, comparamos um grupo de heterossexuais (149 homens e 149 mulheres) com outro de homossexuais (77 homens gays e 34 mulheres lésbicas), sendo que todos ... Homens e mulheres interessados em ter suas necessidades atendidas e numa relação real com uma pessoa concreta do sexo oposto precisam perceber que seu parceiro tem uma psique distinta da sua, com necessidades tão legítimas quanto as suas próprias, mesmo que possam a princípio parecer alienígenas. Recente pesquisa descobriram que homens com EA têm elevações das células IL-17A e Th17, mas isso não era verdade para as mulheres. A suposição de que a EA é uma condição predominantemente masculina pode atrasar o diagnóstico em mulheres. Além disso, os estudos geralmente incluem muito mais homens do que mulheres. A história durante séculos foi escrita e — protagonizada — pelos homens. Talvez por esta visão tergiversada, a invisibilidade da mulher tem sido notória. As dificuldades das mulheres para acessarem as fontes de conhecimento, se integrarem nos centros de poder e participarem de suas decisões ou para serem reconhecidas pelo seu trabalho em igualdade de condições com o homem foram enormes. A expectativa de vida das mulheres sem homens aumentaria pelo menos 130 anos. O sexo heterossexual, pênis penetrando vagina, também deveria ser ilegal, bem como o início de qualquer contato ... Com o aumento da riqueza individual do homem, com a monopolização da política, e a queda do direito materno, ocorreu uma enorme desigualdade jurídico-social entre homens e mulheres. Por muitos anos a mulher teve uma educação diferenciada daquela dada ao homem. A Entenda por que tantos homens matam mulheres; Entenda por que tantos homens matam mulheres. ... Nenhum dos dois deve perder a identidade individual para existir uma identidade do casal. Mas os projetos pessoais de cada um devem ser levados em consideração, respeitados, valorizados e estimulados. Às vezes, vale uma conversa, afinal, muitas ... Há um assunto que se está a tornar recorrente em alguns dos últimos posts deste blog: homens, mulheres e tricot. Quem me conhece, já me ouviu falar disto. Talvez haja quem ache que é uma conversa que não faz sentido, ou até posso estar muito mal informada. Mas ninguém diz nada e eu continuo a… Homofobia internalizada e satisfação conjugal em homens e mulheres homossexuais. OLSON, D. H. 1986. ... homofobia para melhor definir o fenômeno quando pensado do ponto de vista individual.

Comunismo: Simplificando o Manifesto

2020.08.05 14:39 lariodiniz Comunismo: Simplificando o Manifesto

A palavra “COMUNISMO” tem sido utilizada de forma pejorativa por pessoas intencionadas a distorcer o seu real significado. Dessa forma, é necessário apresentar as visões de mundo, os objetivos e as tendências do comunismo, para, assim, desmistificar a palavra e os homens e mulheres que lutam por ele.
1. A SOCIEDADE.
A luta de classes é uma constante na história, de um lado os opressores e de outro os oprimidos, em oposição. Essa luta ora termina em transformação revolucionária da sociedade, ora na destruição das classes em conflito.
Existem duas classes em confronto: (i) BURGUESIA, as pessoas deste grupo detém as grandes propriedades privadas e capital; (ii) O PROLETARIADO, que trabalham e, em troca, recebem salário para sobreviver.
Trabalho é uma atividade mental ou física que produz bens e serviços, ou seja, transforma a natureza para ser melhor aproveitada pela sociedade, todo trabalho necessita dos meios de produção, conjunto formado pelos meios de trabalho e os objetos de trabalho que incluem as fábricas, as ferramentas, as instalações, as matérias primas, os combustíveis e os meios de transporte. Desta forma dizemos que valor é o aproveitável, o útil na sociedade que foi gerado pelo trabalho.
Sobre a propriedade privada é importante esclarecer que somente é considerado nessa terminologia os meios de produção que pertencem a um indivíduo ou pequeno grupo de indivíduos que são utilizadas para explorar o valor gerado pelo trabalho alheio. Um meio de produção que pertence a todos os membros da sociedade é uma propriedade social.
Nesse sentido, a burguesia utiliza a propriedade privada para explorar o valor gerado pelo trabalhador, ou seja, no lugar de pagar o valor real do trabalho a burguesia paga o mínimo necessário para o trabalhador sobreviver e rouba o resto deste valor. A diferença do valor real de um trabalho e o que a burguesia paga pelo mesmo é chamada de mais-valia.
A burguesia transforma a mais-valia em capital, isto é, um tipo de poder social, que pode resultar em recursos ou mais propriedade privada. Importante salientar que somente quem detém o capital é capitalista, ou seja, ocupa a posição social de explorador do trabalho alheio na produção.
Também existe uma terceira classe que não está em confronto direto, chamada de pequeno-burgueses, é constituída pelos pequenos comerciantes, pequenos agricultores e donos de pequenas empresas que empregam trabalhadores assalariados, mas não tem grandes propriedades privadas e capital. Devido o avanço dos grandes burgueses, como quando abrem grandes franquias próximo aos pequenos comerciantes ou tomam as terras dos pequenos agricultores, os membros dessa classe são sempre transformados em trabalhadores para sobreviver e por isso estão do lado do proletariado na luta de classes.
Cabe esclarecer que os trabalhadores e os pequeno-burgueses não têm propriedade privada, porque casas, carros, celulares, computadores, roupas, etc, são consideradas propriedades individuais, ou seja, essa propriedade não é meio de produção utilizado para explorar o valor gerado pelo trabalho alheio.
O estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa, assegurando a propriedade privada apenas nas suas mãos. Através desse poder de controle da sociedade pela propriedade privada, a burguesia estabeleceu uma única liberdade: A do comércio.
Na sociedade atual os trabalhadores não têm propriedade privada, o acúmulo de capital pela burguesia é a única coisa que importa, fazendo com que a mesma explore o recurso de outros países mais pobres e com isso aumente seus ganhos, tirando assim o caráter nacional do trabalho e as leis, a moral e as religiões dominantes são meros artifícios que ocultam outros tantos interesses burgueses.
É necessário desfazer a SOCIEDADE BURGUESA para que o movimento proletário (autônomo e em proveito da maioria) se erga.
2 . OBJETIVO DO COMUNISMO
Nós comunistas estamos do mesmo lado dos trabalhadores, temos os mesmos interesses e os mesmos princípios, nós somos trabalhadores.
Distinguimos em apenas dois pontos: (i) Prevalência dos interesses comuns dos trabalhadores, independente da nacionalidade; (ii) Representação dos interesses dos trabalhadores na luta de classes contra a burguesia.
Nosso objetivo é a propagação da consciência de classe para todo o proletariado, ou seja, que todo trabalhador entenda que ele pertence a classe trabalhadora e que o mesmo está em constante conflito de interesses com a burguesia; a derrubada da supremacia burguesa e a conquista do poder político pelos trabalhadores.
Além disso, não queremos a abolição da propriedade em geral, mas a abolição da propriedade privada que, repita-se, são as propriedades pertencente a burguesia que são utilizadas para roubar o valor produzido pelos trabalhadores e com isso gerar poder e dominação da massa, diversa da propriedade individual.
Outro objetivo é que os trabalhadores recebam pelo seu trabalho tudo que eles precisam para ter uma vida confortável e que os excedentes produzidos sejam utilizados para melhorar a vida de todos os trabalhadores.
Não queremos privar ninguém da sua parte do valor produzido pelo próprio trabalho, queremos que acabe a apropriação do valor do trabalho dos outros, não queremos o fim da produção, queremos o fim do acúmulo do capital na mão da burguesia, não queremos o fim da cultura, queremos o fim da cultura burguesa que é apenas um adestramento que transforma seres humanos em máquinas, não queremos os fim das leis, queremos o fim do direito burguês, que é apenas a vontade da burguesia transformada em leis.
Nós comunistas não queremos o fim da família, queremos o fim dos fundamentos da família burguesa que são: As mulheres como instrumentos de produção, objetos que os burgueses podem usar, tendo a sua disposição as mulheres trabalhadoras, a prostituição oficial e um singular prazer em conquistar as esposas uns dos outros.
Para a burguesia nossas crianças são simples artigos de comércio e a educação burguesa serve apenas para transformar nossas crianças em máquinas sem senso crítico, queremos a substituição da educação burguesa por uma educação pública e gratuita que incentive nossas crianças.
Queremos dar o poder político para os trabalhadores, tornando-os na classe que controla a nação, nessa medida, o comunismo é nacional, mas de modo algum no sentido burguês da palavra.
A supremacia dos trabalhadores fará os isolamentos e antagonismos nacionais entre os povos desaparecerem, com o fim da exploração dos seres humanos será suprimido também a exploração de uma nação por outra, com o fim da luta de classes, terá fim a hostilidade entre as nações.
Nada temos a dizer sobre a religião, filosofia e ideologia em geral, entendemos que ao mudarmos as relações de vida dos seres humanos, as suas relações sociais e existência social, mudam também as concepções de todos esses conceitos.
As ideias dominantes de uma época são ideias da classe dominante, logo, quando os trabalhadores forem a classe dominante eles definirão essas ideias.
Nós comunistas apoiamos em toda parte qualquer movimento revolucionário contra a burguesia. Em todos esses movimentos porém, colocamos em destaque como questão fundamental o fim da propriedade privada, alguns exemplos de movimentos revolucionários que apoiamos é a revolução Curda em Rojava, os movimentos Zapatistas no México e a insurreição Comunista da Índia.
Trabalhamos pela união e pelo entendimento dos partidos democráticos de todos os países, deixando clara a nossa opinião de que nossos objetivos só podem ser alcançados com o fim da exploração burguesa.
Acreditamos que a revolução comunista ocorrerá em duas fases. A primeira fase, que chamamos de socialismo, é os trabalhadores se tornando a classe dominante da sociedade, quando isso ocorrer o proletariado arrancará todo o capital da burguesia, centralizando todos os instrumentos de produção nas mãos dos trabalhadores e aumentará o mais rápido possível as forças produtivas. Para isso ocorrer algumas medidas serão postas em prática, elas serão diferentes para cada país, contudo, algumas delas poderão ser:
  1. Retirada das terras de quem tem grandes hectares e distribuição entre os trabalhadores.
  2. Imposto maior para os mais ricos e menor para os mais pobres.
  3. Fim do direito de herança
  4. Confisco da propriedade privada de toda a burguesia.
  5. Educação pública, gratuita e emancipatória para todas as crianças; Fim do trabalho Infantil.
Dessa Forma, se os trabalhadores se organizarem como classe, se tornarem a classe dominante e destruírem as relações de produção da burguesia, destruirão também as condições do antagonismo de classes, não existirá mais burguês e pequeno-burguês, todos serão trabalhadores e, com isso, destruirá sua própria dominação como classe.
Em lugar da sociedade atual, surgirá uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos, onde cada um produzirá o que pode, consumirá o que necessita e o excedente será usado para ampliar, enriquecer e promover a existência de todos, estaremos então na segunda fase da revolução, o comunismo.
Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Nela trabalhadores nada tem a perder a não ser as suas correntes, têm o mundo a ganhar!
Proletários de todos os países, uni-vos!
3. Apêndice.
Este texto foi escrito baseado no livro Manifesto Comunista / Teses de Abril da Editora Boitempo [1].
Seu intuito é simplificar e condensar as principais ideias do manifesto comunista em um linguajar mais simples e acessível para os dias de hoje servindo como um texto introdutório para os conceitos demonstrados no livro.
Para um aprofundamento nas ideias comunistas leia o Manifesto Comunista [2] e acompanhe alguns canais do youtube [3] e podcasts [4].
1: https://www.boitempoeditorial.com.bproduto/manifesto-comunista-teses-de-abril-692
2: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf
3:
4:
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2020.08.01 08:09 7asessao Precisamos Falar sobre o Kevin

Precisamos Falar sobre o Kevin

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Na primeira cena visualizamos o passado da protagonista na Tomatina, uma festa cultural espanhola, onde a tradição envolve uma guerra de tomates. A constar do festival, é evidente o contraste das cores nas cenas do filme, a qual a vermelha é presente constantemente. Então, já começamos a elaborar algum significado. O filme por ser um pouco mais parado, me gerou um pouco de medo da monotonia, todavia, as construções das emoções e dos pensamentos dos personagens são bem desenvolvidas a partir do silêncio e uma compreensão cresce em torno do contexto familiar de Kevin.
De acordo com a teoria psicanalítica do desenvolvimento, a infância se passa por estágios psicossexuais, das quais são utilizadas zonas erógenas para o autoerotismo, causando satisfação, bem-estar e as primeiras relações com o mundo com experiências de vínculos afetivos. A primeira fase, relacionada a fase oral, inicia-se do nascimento ao segundo ano de vida, onde a criança tem como principal satisfação o estímulo da via oral, como é no exemplo do filme Precisamos Conversar sobre Kevin, que traz a cena do menino brincando com um metalofone, e enquanto a sua mãe pede para o mesmo repetir as palavras ditas, Kevin se nega e coloca os baquetas do instrumento na boca de forma exploratória. A fase oral não fala exclusivamente da zona erógena em si, mas sobre a relação com o objeto. Dessa forma, fala-se sobre sobrevivência com a busca do alimento, mas também sobre o prazer, incorporações, construção de relações e o desenvolvimento do próprio ego, já que a criança inicia uma percepção de separação entre ele mesmo e a mãe.

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Dos dois aos quatro anos de idade, a zona erógena se desloca para o ânus, o qual coincide com as aprendizagens sobre higiene íntima e a autonomia sobre a retenção e a liberação das fezes e da urina. A satisfação passa a ser relacionada com o que o bebê consegue produzir e controlar. Porém, os pais demonstram entusiasmo e ao mesmo tempo nojo, problematizando a fase anal com repreensões relacionadas ao horário, ambiente e constrangimentos, gerando confusão na criança, a qual pode interpretar o seu ato como positivo ou negativo. Futuramente, a fase anal acaba possuindo uma relação com o controle, o dar e receber e gera uma personalidade passiva ou ativa. Em alguns momentos do filme, deixa-se nítido Kevin defecando na fralda e chamando os pais para limpá-lo, até que, pela alegria dos pais, Kevin consegue utilizar o banheiro de forma independente. Além disso, a mãe, que está projetando o seu escritório com mapas colados por toda a parede, se faz muito satisfeita com o seu ambiente e expressa o seu desejo de torná-lo especial de acordo com a sua personalidade. No instante em que Eva, interpretada por Tilda Swinton, volta para o quarto com a sensação de que o filho está aprontando alguma coisa, olha enraivecida para o cômodo sujo de tinta vermelha da parede ao chão, borrifado com a arma de brinquedo do filho, a quem se desculpa e justifica o seu ato com o argumento de que gostaria de deixá-lo mais especial. Ou seja, tem a ver com a capacidade de produção da criança como um presente de agrado para a mãe.
O Complexo de Édipo ocorre entre o ponto culminante e o declínio da fase fálica por volta dos quatro anos, tem as genitais como zona erógena e é caracterizada pela masturbação infantil – sem o instinto reprodutor – com carícias, exibições, apalpações e curiosidades sobre os órgãos genitais. É um início da descoberta e interesse das diferenças anatômicas entre os sexos, sobre a própria origem no mundo por meio de jogos e perguntas, iniciando uma construção conceptiva sobre a sexualidade. É na fase que a criança quer tocar no próprio corpo e querer ver a genitália do colega. Rock Duer, ator que interpreta Kevin nessa idade, tem um diálogo breve com a mãe sobre sexo, onde a mãe tenta explicar, por meio de teorias fantasiosas, como os bebês nascem e ele retruca agressivamente para desmenti-la e se mostrar conhecedor do assunto.
Após os estágios iniciais, a energia sexual e agressiva é redirecionada para o aumento do interesse pela aprendizagem, atividades e objetos socialmente aceitos, o que torna o investimento sexual disfarçado por esportes, brincadeiras, jogos e geração de novas amizades para reduzir a tensão por meio do mecanismo de defesa da sublimação. Como na fase de latência há uma socialização secundária, o superego age como limite das relações interpessoais e a construção da moral é iniciada. Apesar de Kevin não se interessar por fazer novos amigos e repudia a ideia de ter uma irmã, ele foca em jogos de vídeo game com o pai e expressa intensa alegria ao ser presenteado com um arco e flecha, o qual passa a ser o seu maior entretenimento.
Segundo a psicanálise, o último estágio do desenvolvimento sexual se inicia na puberdade com a fase genital. Enquanto há mudanças biológicas, o autoerotismo é redirecionado para o altruísmo quando o objeto de desejo deixa de ser o próprio corpo e passa a ser um externo para a busca da função reprodutiva. Toda via, as mudanças psicológicas também ocorrem, pois, a fase genital corresponde às relações interpessoais. O filme mostra um intervalo breve de quando, ao abrir a porta do banheiro, Eva flagra Kevin se masturbando, o que causa um constrangimento para a mãe, mas o filho prossegue o ato de forma provocatória.
Primeiramente, o Complexo de Édipo é um padrão universal, que acontece na fase fálica, como já foi mencionado anteriormente, onde também ocorre o fenômeno da castração. O desejo inconsciente da criança pela mãe e da rivalidade com o pai, por ser o seu objeto de desejo e o seu impedimento de acesso ao objeto, respectivamente, é inspirado por meio simbólico de uma lenda grega, por isso o nome. Ele percebe que a mãe tem desejos além dele próprio e começa um processo de identificação com o pai, escolhendo-o como modelo comportamental como reação à castração para ligar-se novamente a mesma e ser reconhecido. A partir desse processo, regras sociais, normas e leis são impostas pelo pai e internalizadas pela criança e um desenvolvimento de separação entre a criança e a mãe é manifestada pela função paterna para construir a estrutura da personalidade de acordo com a forma que a castração foi recebida. Não necessariamente a função materna é a mãe, assim como, a função paterna, o pai. Ambos são representados pelas funções, relações e como são construídas. A função materna normalmente é escolha da criança e é caracterizada pelos cuidados afetivos e atividades, como levar à escola, dar banho e alimentar. Já a função paterna tem a função de frustrar a criança para torná-la capaz de perceber-se como ser individual e separável da mãe.
As diferenças biológicas entre os sexos são percebidas como a presença ou a ausência do pênis, e de forma metafórica e inconsciente, amedronta o menino de perder o mesmo, enquanto a menina tem inveja do órgão genital masculino. Isso significa que o falo é uma representação psíquica relacionada ao poder, onde numa sociedade patriarcal, os homens são enaltecidos e as mulheres lutam por um reconhecimento existencial e buscam o seu lugar de poder.

Momento vitorioso de Kevin nas cenas finais.
A resolubilidade da obra cinematográfica, pelo ponto de vista do Complexo de Édipo, se dá pelas relações interpessoais de Kevin com a sua família. Desde o descobrimento da gravidez, Eva evidencia a quase todo o momento a sua infelicidade de gerar um filho e isso é levado ao telespectador uma interpretação de repúdio de Kevin pela mãe e de afeto pelo pai. Com o desenrolar, observa-se, que na verdade, Eva é o objeto de desejo da criança, a qual utiliza atitudes agressivas e provocatórias para chamar a atenção da mesma.
Quando Eva quebra o braço de Kevin acidentalmente, ambos voltam para casa do hospital com o braço do filho enfaixado e Kevin reage acobertando-a para a médica e para o pai. Em outro momento, Kevin fica doente se mostrando mais compassível ao afeto da mãe, enquanto ela lê um livro para ele, e quando o pai entra no quarto, é a primeira vez em que ele o rejeita pedindo para ele se retirar do cômodo. Na última cena, Kevin está preso e se mostra desesperado com o fato de que vai para o presídio para maiores penais. São momentos, nas quais Kevin se encontra vulnerável, e da para perceber com mais nitidez as suas verdadeiras afeições, principalmente na cena em que ele está estático no meio da rua, observando um cartaz da mãe.
Então, esclarece-se a sua relação com o pai, da qual é superficial e encenado como competição e garantia do afeto maternal. Porém, o pai não possui a função paterna, pois o mesmo encontra-se sempre ausente e passivo em todos os conflitos. Dessa forma, a função paterna é voltada para o descobrimento de uma nova gravidez, gerando uma irmã para Kevin, a personagem chamada Celia; o trabalho de Eva, na qual se debruça dedicadamente e os seus desejos relacionados às viagens internacionais. Basicamente, não há uma solução dos desdobramentos, já que a castração não acontece. Kevin nega e reage à castração a todo momento, incapaz de se ver inseparável da mãe, além de não redirecionar o seu desejo sexual para outras relações amorosas ou interesse em fazer novas amizades, gerando uma estrutura de personalidade perversa com características manipuladoras, sem envolvimentos emocionais e descumpridora das regras sociais sem culpa ou medo.
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.18 13:16 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.07.18 13:14 ThorDansLaCroix Liberdade de expressão, opinião pública e conservadorismo.

Muitos movimentos políticos estão surgindo e ganhando atenção, reclamando do que chamam de corrupção dos valores ocidentais, como o cristianismo, o patriarcado, os valores da família, bem como a corrupção do pensamento clássico e moderno, como tambem as tradições artísticas. Eles pedem o direito de liberdade de expressão por sentirem que suas vozes e opiniões são reprimidas pelas políticas dominantes, instituições acadêmicas e mídia, que acusam de serem dominadas pela esquerda, o que interpretam como a imposição dos valores socialistas na sociedade, que costumam chamar de "marxismo pós-modernista". Para eles, tudo faz parte da nova estratégia da esquerda para conquistar a sociedade ocidental, em destruindo-a.
Eles declaram ser racionalistas por usar fatos, lógica e ciência contra as paixões e desejos irracionais de esquerda, e contra a alienação da esquerda ao eles acreditam ser contra a liberdade. Eles são o Think Tank, realizando pesquisas e advocacia em tópicos como política social, estratégia política, economia, forças armadas, tecnologia e cultura com forte orientação ideológica. A maioria dos think tanks são organizações não-governamentais, mas algumas são agências semi-autônomas no governo ou estão associadas a partidos políticos específicos, especialmente milionários e bilionários ou empresas.
Por terem uma forte oposição às principais instituições e partidos e instituições politicas, instituições acadêmicas e políticas sociais, eles atraem muitas pessoas que desejam fortemente lutar contra o status quo, por se sentirem psicologicamente e às vezes socialmente excluídas.
Embora afirmem defender o empirismo e o conhecimento científico, eles se contradizem sendo racionalistas na prática. Eles alegam buscar e apoiar o conhecimento quando, na verdade, são conservadores que defendem a certeza absolutista. A campanha mais forte é pela liberdade de expressão, pela liberdade de opinião, quando na verdade eles são extremamente radicais ao eliminar as opiniões de seus oponentes.
Quando as pessoas têm a liberdade de opinião, e liberdade para expressá-la, elas inevitavelmente formam opiniões diferentes e divergentes. Somente quando as pessoas têm uma paixão comum, suas opiniões, se poderíamos chamar de opinião, serão as mesmas [1]. A verdade é que não é possível formar opinião quando todas as opiniões se tornam iguais; A chamada opinião pública. Ninguém é capaz de formar sua própria opinião sem o benefício da multidão de opiniões de outras pessoas. A opinião pública põe em risco a opinião individual. Por outro lado, a multidão de opiniões é a única coisa que quebra tiranos e tiranias. É por isso que os fundadores dos Estados Unidos equiparam a opinião pública à tirania. A democracia era para eles uma nova forma de nepotismo, então eles estabeleceram uma república no lugar. Foi contra a democracia que os senadores foram originalmente estabelecidos nas repúblicas clássicas, cujo objetivo era proteger a sociedade contra a confusão da multidão. Enquanto o interesse público, na política, pertence ao interesse de um grupo, as opiniões, pelo contrário, nunca pertencem a um grupo mas exclusivamente a indivíduos. Multidão nunca será capaz de formar uma opinião [2].
As opiniões aumentam sempre que as pessoas se comunicam transquilamente e livremente umas com as outras com a segurança de tornar públicas suas opiniões. Mas “a razão do homem, como o próprio homem, é tímida e cautelosa quando deixada sozinha, e adquire firmeza e confiança quando proporcional ao número ao qual está associada” [3]. Como as opiniões são formadas e testemunham durante a troca contra a opinião de outras pessoas, suas diferenças podem ser mediadas apenas através de um corpo de homens escolhidos para esse fim; Eles são originalmente os senadores, o meio pelo qual toda a opinião pública deve passar. Sem essa mediação, para transmiti-los, eles se cristalizaram em uma variedade de sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, esperando por um "homem forte" para moldá-los em uma "opinião pública" unânime, matando entao todas as opiniões. Ao contrário da razão e das opiniões humanas, o poder humano não é apenas cauteloso e tímido quando deixado sozinho, mas completamente inexistente; Nenhum rei e tiranos têm poder sem que as pessoas os obedeçam. Todo apoio na política é obediência a uma opinião pública; assim como também revoluções.
Os demagogos estão sempre falando sobre liberdade individual, opinião livre e liberdade de expressão contra o que eles acusam de ser a tirania que bloqueia a liberdade individual, mas sua luta exige poder humano, o apoio de uma multidão que carrega uma opinião pública e nunca opiniões individuais. Embora afirmem lutar pela liberdade, é mais provável que estejam lutando pela tirania de um homem ou instituições fortes, o que garantirá a permanência absoluta e imponente de seus valores, contra a ameaça de opiniões livres. Eles alegam apoiar debates e opiniões livres quando lutam contra isso com a dialética erística, como uma tentativa de confundir e cansar mentalmente seus oponentes e encerrar qualquer debate e diálogo reais e, assim, matando a arena política.
Seu forte conservadorismo absolutista reflete uma busca ansiosa interna de estabelecimento de um porto seguro, que eles sentem falta em si. O que eles afirmam lutar - o socialismo, o marxismo pós-modernista, a ideologia da igualdade, etc - parece ser uma projeção de sua agonia interna contra as mudanças na sociedade, por se sentirem à parte, não pertencerem, deixados para trás, à procura de algo que represente permanência e eternidade, que eles racionalizam como sendo as tradições sociais clássicas e modernistas do patriarcado, estado mínimo, negócios capitalistas com sua cultura de chefes e empregados e a chamada democracia.
É interessante notar que grande parte de seus membros são pessoas que se sentem emocionalmente isoladas, especialmente homens, culpando mulheres e movimentos de mulheres por serem contra eles, associando mulheres ao caos social contra a tradição patriarcal [4]. Pensadores conservadores do Think Tank racionalizam e interpreta mal as obras clássicas da era matriarcal da Grécia e a Bíblia, que, ao contrário de suas interpretações racionalistas, denuncia a tentativa dos homens de controlar a natureza como fonte do caos. As mudanças são um fenômeno natural para a simbiose da natureza e da vida, e a tentativa de impedir mudancas por algo permanente é o que cria o caos. É por isso que Thomas Jefferson era contra uma constituição absolutista, permanente e uma república eterna. Ele achava que as revoluções eram necessárias e importantes para a liberdade. A constituição permanente e imutável era, para ele, um poder tirânico que proíbe a geração futura de ter liberdade de opinião e recriar uma fundação de acordo com as mudanças que elas experimentam na sociedade, assim como foi para a geração dos fundadores Americanos [5].
O estabelecimento absolutista e eterno de uma ordem social, contra o que os atuais conservadores condenam em criar o caos na sociedade, reflete um vazio emocional que eles desejam preencher. Muitos desses homens reclamam que não cresceram com uma figura paterna, acreditando ser a causa de sua insegurança emocional em relação à vida, racionalizando o problema como a falta de uma ordem social patriarcal que separa as famílias, segundo eles. Parece que eles nunca aprenderam que a maioria das crianças, desde a modernidade, cresceu sem uma figura paterna, mesmo, e principalmente, durante os tempos mais conservadores da tradição patriarcal e familiar, porque o pai teve que passar o dia todo fora de casa para trabalhar e sustentar à família sozinho, que eram mais do que apenas oito horas de trabalho por dia e que normalmente incluíam os fins de semana. O que deu às crianças confiança emocional foi a presença e o amor constantes da mãe em casa. Essa expressão constante de amor durante os afazeres cotidianos e o cuidado, o cuidado de suas crias e o relacionamento íntimo - o que não importa se vier da mãe, do pai ou dos pais adotivos - criam na criança um porto emocional seguro de auto confiança, o amor incondicional que receberam e perceberam, o que levarão pelo resto de suas vidas [6]. Sem ter um porto seguro em si mesmo, ao qual a pessoa sempre possa retornar quando se sentir incerta sobre si mesma, o indivíduo se torna inseguro por não acreditar em o amor incondicional por si mesma seja possível. Eles se sentirão emocionalmente indigentes, tentando encontrar um porto seguro nos outros, através de seu relacionamento romântico, fraterno e até político, como no líder que promete a ordem social absolutista, de uma família tradicional e de tradições patriarcais, com a esperança de que isso garanta a eles uma oportunidade melhor de encontrar um porto onde possam atracar e se sentir seguros da incerteza do mar da realidade que está em constante movimento.
As relações são utilitárias, mas as relações saudáveis ​​são as relações em simbiose, onde o indivíduo trabalha e age na vida por confiar que, onde quer que eles naveguem, eles terão um porto seguro em si mesmos; Porque toda tomada de decisão e ação é uma tomada de risco na imprevisibilidade da vida. Essa confiança e dedicação em suas atitudes e trabalho na vida geram experiências e habilidades que firmam uma confiança mais forte em seu poder de atuação individual, que se reflete em seu trabalho e atitude ao longo da vida como provedor de confiabilidade, moldando sua personalidade e identidade como um porto atraente para os outros. Sem essa confiança no “eu”, o que resta é ansiedade e frustração, por se sentir incapaz de desenvolver um porto atraente por meio de suas ações individuais, que forma sua auto narrativa que é formadora da identidade. A fim de proteger o “eu” do ódio a si próprio, o indivíduo tenderá a projetá tal odio para o mundo externo, em algo que escolhera como simbolismo do mau, de seu caos interno, para ser combatido e destruído como simbolismo da destruição de seus conflitos internos. Muitas pessoas, por outro lado, buscam ajuda profissional, mas não buscam realmente entender e conhecer a si mesmas. Elas buscam certezas para se protegerem de suas inseguranças. O que eles querem é se encaixar na sociedade, e a ajuda mais popular que eles encontrarão é focada nisso, não em realmente melhorar a si mesmas através da compreensão, mas sim de fingir e reprimir seus sentimentos. Muitos dos livros e gurus de auto-ajuda são altamente ideológicos, apresentando às pessoas mitologia sobre patriarcado, “marxismo pós-modernista” e todo tipo de desculpas políticas para incitar a projeção de ódio e, portanto, a opinião pública em apoio à sua agenda ideológica e lider.
É por isso que a família é importante, a comunidade é importante, as instituições são importantes, todas elas são um porto seguro para nós, mas isso não significa necessariamente que elas nunca devem mudar. Eles precisam mudar para acompanhar a simbiose da realidade que está em constante movimento. Estamos sempre à procura de um porto seguro. Quando não pudermos encontrar em nós mesmos, em nosso próprio mundo, tentaremos encontrar no mundo externo e, assim, tentar forçar algo que represente artificialmente tal porto, acreditando que, ao introduzir um suposto absolutismo e permanência superaremos a insegurança em nós, a incerteza nos riscos de agir na vida, por acreditar ter superado a imprevisibilidade de nossas decisões após a flecha de nossas ações são lançadas. Mas essa permanência absolutista só pode ser estabelecida com o apoio tirânico de uma opinião pública, moldada pelo poder de um homem forte; Um herói ou a figura paterna, que cristaliza os sentimentos de massa conflitantes sob a pressão dos anseios, e sobre os quais as narrativas clássicas dos heróis gregos nos alertam contra [7].
Sem perceber, esses conservadores são, antes de mais nada, fortemente romancistas.

Fonte: http://www.marciofaustino.com/blog---portugues/liberdade-de-expressao-opiniao-publica-e-conservadorismo
​[1] J. E. Cooker. The Federalist (1787). New York: Wesleyan University Press (1983)
[2] ARENDT, H. On Revolution. London: Faber & Faber, 2016.
[4] PETERSON. J. Maps of Meaning: The Architecture of Belief. Routledge: first edition (1999)
[5] T. JEFFERSON; S. K.l. PADOVER. The Completly Jefferson, New York: Distributed by Duell, Sloan & Pearce, Inc. (1943)
[6] WINNICOTT, D.W. The Child, The Family, and The Outside World. Cambridge: Perseus Publishing, 1964
[7] RANK, O. Psychology and The Soul. Mansfield Center, CT : Martino Publishing, 2011.
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2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
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2020.06.03 13:19 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edicao 2020)

Edit: tem um user nos comentarios falando que eh tudo inventado. Eu apresento as obras e autores para vcs confimarem por si mesmos. Confirmem nas obras e nao caiam no mal caratismo das pessoas.
Antes o papo era que Nazismo eh de esquerda e agora o papo eh que antifascistas sao fascistas. Ou socialismo em geral é fascista. E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia nacionalista. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neoliberalismo).
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase não fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrário do que muita gente pensa, ele não fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala até bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusão final dele eh que o sistema precisa ser substituído ou será substituído naturalmente), mas em geral ele apenas apresenta uma análise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguém concorde ou defenda Marxismo.
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
Para pessoas sem caráter que sempre fala da liberdade de expressão e acusa protestos de minorias e esquerdas de fascismo por serem violentos, mas sempre terminam a conversa demonstrando suas frustrações e intolerância com violência verbal e ataques pessoais, serão ignorados por mim.
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2020.05.29 23:52 Kukuren Sobre como homens são vistos, e como o mau comportamento masculino de vários desvaloriza o gênero como um todo.

TL;DR:
Homens se jogam demais em cima das mulheres, se desvalorizam assim e deixam homens realmente conscientes sem esperança de relacionamentos.
A famosa frase : "D**k is abundant and low value." Infelizmente a maioria dos homens (eu também sou homem) se coloca em uma posição de baixo valor frente às mulheres por meio de comportamentos que reduzem seu valor diante delas.
Atiram para todo lado, usam todo tipo de cantada e estratégia manjada, agem de forma forçada e falsa, humilham amigos quando na frente de uma mina em que estão interessados, usam álcool para "se soltar", isso sem falar no machismo e misoginia direcionados às moças frente a uma rejeição. Agem de forma vazia e sem um pingo de consciência individual e coletiva, se oferecendo, se humilhando, tudo pra conseguir levar alguma mulher pra cama, seja a curto prazo nas famosas "ficadas" ou a longo prazo.
Nem preciso falar que já desisti de ir atrás de alguém pra namoro ou casamento. Pois tem tanto mané se atirando na mulherada lá fora que acabam ofuscando bons homens e manchando sua imagem. E eu não estou falando que sou um bom homem ou tentando me colocar como exceção. Longe disso, não me considero nem de longe alguém que seria ou sequer será digno de ser amado na vida. Estou aqui fazendo esse desabafo/argumento/observação pra ver se alguém se sente do mesmo jeito que eu. Conselhos são bem vindos.
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2020.03.29 01:43 pecheux Passei os dois últimos anos estudando o fenômeno do "ódio ao futebol moderno" e estes são os principais resultados da minha pesquisa. Caso tenham alguma dúvida sobre o assunto (ou sobre estudar futebol no geral) fiquem à vontade para trocar ideia também! :)

tl;dr - Não existe consenso sobre o que é "futebol moderno" ou "futebol tradicional". - Alguns sujeitos querem um futebol mais democrático; outros querem um futebol "menos fresco". - Existe reprodução de certas relações desiguais de poder ao mesmo tempo em que questionam outras hierarquias. - Moderno não significa necessariamente mais inclusivo. - Tradicional não significa necessariamente mais acessível. - Alguns grupos podem ser considerados movimentos sociais, outros nem tanto.
Um pouco de background: Acabei de defender a minha dissertação (é o equivalente a ~apresentar o TCC) de mestrado sobre um grupo de torcedores que defende "a volta do futebol raiz". Minha área é Comunicação e Cultura, e estudo esporte (com outros enfoques) desde 2016. Em 2018 comecei a estudar essa turma "contra o futebol moderno", e passei dois anos desenvolvendo a pesquisa.
Como eu fiz: Eu estudei a página Cenas Lamentáveis, que vocês devem conhecer. Escolhi essa página pois: 1 - Ela é representativa desse discurso; 2 - Ela é feita por "torcedores comuns" (a maioria dos trabalhos sobre futebol moderno lida com torcidas organizadas/coletivos de torcedores) 3 - Tem grande significância nas mídias digitais (a internet é um ponto importante de articulação do contra o futebol moderno). 4 - Foi criada em 2014, no momento de arenização mais intensa do Brasil, e no período da Copa do Brasil. 5 - Pela mesma razão, ela contempla o intervalo entre duas Copas, que são os eventos de futebol mais importantes do mundo.
Eu fiz um tabelão do Excel com todos os posts e comentários de 2014 a 2019 e selecionei alguns, com base em alguns critérios, para analisar o discurso presente na página. Meus métodos foram qualitativos - ou seja, eu não analisei literalmente tudo isso que eu coletei, apenas um montante que fosse significativo pra analisar.

Mais um pouco sobre os resultados: Alguns grupos se preocupam muito mais uma estética tradicional do que problemas reais. Tipo, o fulano de tal ter cara de chorão ao invés de parecer um brucutu rende mais discussão do que o preço dos ingressos. O fulano que "pega muita mulher" é bom, o que é "crente" não presta pra Seleção... Esse tipo de discussão assim.
Baseado nessas observações, eu afirmo que para alguns, o "futebol moderno" é um futebol mais livre para diferentes jeitos de ser homens; o futebol "tradicional" é o dos caras "machões". Já outros grupos não tem o menor interesse nisso, e só querem que os pobres consigam assistir aos jogos do seu time tranquilamente.
É muito louco, porque ao mesmo tempo em que rola uma crítica à Europa por ser uns campeonatos de jogadores bilionários, mimados, frescos e etc., rola uma repressão a quem não se encaixa a um determinado padrão de homem. Então olhando a partir de classe social, os caras cobram mais inclusão, porque reclamam do dinheiro definir o poder de um clube, mas olhando a partir da liberdade individual, eles são reacionários, porque não aceitam mudanças no extracampo de jogadores. Doideira.
Alguns grupos de torcedores lutam ativamente pra quebrar a lógica dominante do futebol - eles são movimentos sociais tanto quanto os caras da Primavera Árabe, por exemplo. Não é o caso do Cenas Lamentáveis, que nunca teve essa intenção. Eles usam a mesma retórica, mas direcionam a pauta pra um outro lado.
Bacana, e dá pra ler o trabalho completo? Ainda não. Está em fase de revisão e depois vai ser publicado pela biblioteca da universidade. Eu estou pensando em aproveitar a quarentena para editar a pesquisa em formato de podcast, mas vamo ver o que vem por aí. Lavem as mãos e não saiam de casa.
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2020.02.21 17:34 GusCtSr Descobri que não tenho direito a fazer vasectomia pelo SUS pq não tenho a quantidade de filhos suficiente

Pertencente à classe média baixa, eu estou no grupo de brasileiros que mais estuda, mais trabalha e mais paga imposto do ponto de vista da renda proporcional.
Obviamente eu não ganho nada do Estado em troca, então já estou acostumado. Mas vez ou outra eu ainda consigo me surpreender com a falta de retorno dos tributos que pago.
Hj descobri q não tenho direito a fazer vasectomia pelo SUS! Eu tenho que pagar uma clínica particular. Essa lei exige vários critérios pra permitir a vasectomia e um deles é que eu tenha no mínimo 2 filhos. E eu não tenho. Isso é devido à LEI Nº 9.263, DE 12 DE JANEIRO DE 1996, que Regula o § 7º do art. 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências:
Art. 10. Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações: (Artigo vetado e mantido pelo Congresso Nacional - Mensagem nº 928, de 19.8.1997) [...] I - em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce; [...] § 4º A esterilização cirúrgica como método contraceptivo somente será executada através da laqueadura tubária, vasectomia ou de outro método cientificamente aceito [...] Art. 12. É vedada a indução ou instigamento individual ou coletivo à prática da esterilização cirúrgica.
É absurdo eu não poder fazer vasectomia por não ter a quantidade de filhos suficiente que o estado reputa necessária. Eu pago tributos e tenho direito constitucional ao planejamento familiar. Eu não tenho dinheiro pra pagar uma clínica particular!
Mas tudo bem, o estado é das elites e para as elites.
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2020.01.05 21:14 questionneur_social #Estamos de fato melhorado como sociedade?

Bom dia a todos ontem teve aquele caso da trans no banheiro feminino, e sua repercussão me fez questionar um ponto importante na atual organização da sociedade humana pós-moderna: estamos de fato seguindo para uma sociedade mais igualitária?
Antes que qualquer um aqui venha dizer que o fascismo está impedido o progresso para uma sociedade mais evoluída, quero explanar algumas ideias sobre os acontecimentos e eventos do ultimo século para verificar se realmente a sociedade igualitária é viável em algum nível de fato ou se apenas estamos passado por um período de transição de poder, na qual futuramente a ordem social vai esta invertida para as “minorias” atuais, determinado os rumos da sociedade e com as “maiorias” marginalizadas pelo estigma histórico que bem como sabemos são a bases que molda a cultura humana na onde sempre baseamos nossas decisões em cima dos eventos do passado.
No caso das trans no banheiro feminino, ficou claro que nossa sociedade ainda esta muito intolerante sobre a divisão dos espaços com outros membros da nossa sociedade, vi muitos comentários defendo que ela tinha direito de usar o banheiro por ser uma mulher, outros que deveria ser criando um banheiro quase que segregado para uso dos LGBT+ para não cria constrangimento entre as mulheres biológicas que se incomoda com o seu espaço sendo invadido por supostamente homens de peruca e vestido.
>Bem o que isso nos mostra sobre a sociedade brasileira de 2020? Que é transfobica e intolerante com os normatização dos discursos de ódio por ter respaldo de um governo fascista?
Parece-me ser uma explicação muito simplista de alguém que quer encontra um bode aspiratório para explicar problemas de ordem social cultural e jurídico sem precisar pensar muito em como um simples fato de um pessoa ao mudar seu gênero e usar serviços e direitos anteriormente restritos ao outro gênero impactam na sociedade como um todo.
Simplesmente julgar que essas mudanças não abalão todo o funcionamento da sociedade que determina deveres diferentes as pessoas pelo seu sexo é muita simplicidade para analisar toda um movimento de reestruturação da sociedade que estamos vivendo, estamos falado em praticamente refazer hábitos que forma a base que fundamenta a estrutura de valores, cultura, direitos e deveres individuais da sociedade não apenas sobre direito de usar o banheiro que você se sente mais confortável.
Faço uma pergunta aqui, não havia transfobia antes do Bolsonaro chega ao poder?
Não havia racismo ates do Temer?
Não havia discurso de ódio antes de a extrema direita ganhar força nos governos mundiais?
Resumir a isso só aconteceu depois da eleição do Trump no EUA, me parece ser muito desonesto com a realidade da formação das estruturas internas das sociedades, o ser humano não é uma criatura simples na qual apenas por tem uma pessoas trazendo ideais extremistas elas aderem sem questionar, isso é extremamente mais profundo na formação evolutiva da humanidade e não se pode acreditar que é possível se desconstruir tal condição.
Você não consegue desconstruir um ser humano para ser outra coisa que não um ser humano, isso não é possível nem em temos de logica hipotética, não compreendo como possa haver a crença de que seria possível no nível pratico.
Já havia perseguição as judeus muito antes dos antes dos antepassados de Hitler sequer estarem vivos.
Já perseguição aos eslavos muito antes de Stalin ou o Czar Alexandre subirem ao poder.
Já existiam suprematistas brancos antes de qualquer um do partido replicando entra na politica.
Logo essas pessoas hoje no Brasil, homens e mulheres transfobicos são um resultado não apenas do aumento do fascismo e liberdade para descriminar os diferentes e minorias.
#São simplesmente o resultado que silenciar todos no pretexto contenção do discurso do ódio não funciona e essas pessoas por se sentirem traídas pela sociedade que prefere não analisar suas reivindicações e problemas, mais sim buscar silencia-las para criar um estado artificial de bem estar na sociedade.
Sinto que essa tática do *”se eu não vejo ódio nas pessoas, então concluo que ele não existe”* esta começando a mostra claros sinal de que não funcionar mais tão bem como funcionava na ultima década, e que ignorar certas opinião de alguns por julgar que elas são destrutivas ( o que em grande caso são porem são baseadas em alguma realidade) esta corroendo as sociedade por dentro como cupins comendo uma arvore de dentro para fora, esta fincando claro que apenas taxar de discurso de ódio opiniões que critiquem certos grupos de pessoas sem buscar compreender as razões dessa declarações e buscar formas de censura tal opinião sem análise vai culminar na destruição da sociedade como um todo.
Pelo o que pude observa sobre o caso do banheiro, uma mulher trans de aparência não masculina, (isso é um ponto muito importante para essa discussão), foi impedida de usar um banheiro para poder fazer suas necessidades, com um lado dizendo que isso configura transfobia, confirmado pelo [PL 112] (https://pt.wikipedia.org/wiki/PL_122) mostrando um claro desrespeito a liberdade individual das pessoas a frequentarem a determinados lugares de uso publico.
Ao mesmo tempo temos mulheres que estão incomodadas com a possibilidade de terem o seus espaço invadido por trans visto que os espaços masculinos não sofre do mesmo problema devido a fuga dos trans por julgarem que sofreriam assedio em banheiros masculinos, logo além da sensação de que os trans estão usando um espaço que elas batalharam muito para conseguir, também sente o estranhamento de isso implique em ter homens travestidos de mulheres invadindo a seu ambiente em um momento vulnerável.
Eu coloque anteriormente que se tratava de uma trans de a fisionomia claramente feminina, porém acredito que o medo das mulheres que não aceitam essa invasão se deve ao afrouxamento do conceito de [identidade feminina baseado no sentimento interior do individuo] (https://www.conjur.com.b2018-set-23/mudanca-genero-questao-direito-arrependimento) e a possibilidade de pessoas como [Karen White, de 52 anos, estava presa preventivamente pelo estupro de duas mulheres e já havia respondido antes por abuso sexual infantil, foi transferida para um prisão feminina após de declara como mulher a corte] (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45482538) poderem adentra banheiros e espaços femininos baseado apenas no fato de se sentirem mulheres e assim porem atentar contra a segurança das mesmas.
Não vejo o problema de como trans com fisionomia feminina como [Ticiane Fernandes]( https://www.google.com/search?q=ticiane+fernandes&newwindow=1&sxsrf=ACYBGNTw84MuyIe3Lut4AX89xTW8T0VUcg:1578250644903&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiNgbnoke3mAhVOIbkGHVE8DloQ_AUIDSgA&biw=1366&bih=614&dpr=1) venhao%20venhao) a ser algo que incomode alguma mulher, me parece ser algo muito mais relativo a não mais haverem limites que ordenem oque cada sexo pode ou não fazer, com tambem não haver meios de conter um molestador por frouxamento da sociedade, se trata de um problema de ordem estrutural dos deveres e obrigação, não algo motivado puramente por ódio ao diferente, e sim algo mais complexo que uma simples analise superficial da situação podem falar.
Pois como filtra essas pessoas que pode ou não agir de má fé para se beneficiarem em do caos social que deixou varias brechas abertas para esse comportamento oportunista?
Parece-me claro que se trata mais sobre ao liberar esses espaços sem uma clara definição do que é uma mulher poderia abri espaço para que homens ao colocar uma peruca não pudessem ser impedidos de ser retirado desse espaço ao afirma que é uma mulher em inicio de processo de transição ou declarar ser de gênero fluido e se sentirem naquele momento uma mulher e possibilitar um oportunista cometer abusos por esta explorando a falta de ação das pessoas apegadas a características da fisionomia masculina e feminina para determinar os gêneros na sociedade.
Por mais que exista a discussão sobre gênero e papel de cada sexo, a fisionomia e entendimento do que é um homem e o que é uma mulher esta segue completamente inalterada, por mais que existam dragqueens se montando como mulheres e desconstruindo dos estereótipos masculinos, ainda temos forte em nossas cabeças que mulheres possuem seios e homem barbas e carecas, mulheres usam roupas que exibem seus corpos, homens usam roupas que apenas confortáveis, a camisa regata e short pega rapaz segue sendo a peças mais reveladoras do guarda-roupa masculino. homens são musculosos e possuem uma anatomia mais "agressiva", mulheres possuem anatomia marcada por curvas e traços mais "delicados".
Ou seja, os valores de identificação visual de cada gênero não poderiam estar mais solidificados, mesmo com movimentos de contra cultura questionando esses padrões, ainda se tem enraizado claramente o que deve se considerado uma mulher e oque deve ser considerado um homem e esse pensamento subjetivo de que as pessoas podem mudar tais características e serem novos seres humanos com valores reformulados por conta de sua nova condição física esta entrado em conflito com a primeira condição, ser homem e mulher esta muito além de sensação intima do ser humano sobre como ele enxergar a si mesmo e em algum momento deve ser evidenciado por caracterização física como roupas, cortes de cabelo e comportamento ou será puramente abstrato demais para ser considerado valido.
Acredito que no âmbito feminino, a possibilidade de homens se aproveitarem dos espaços de mulheres e não haver formas de identificar essa atitude, pois ser mulher esta entrado em uma fase de interpretação do entendimento da maioria não em evidencias rastreáveis, venha causa mais medo do que um eventual trans molestador nos banheiros femininos, a fato de estamos claramente preso a fisionomia para identifica os sexos e o fato de não ser mais necessário a cirurgia de resignação e aparição de termos como *”pênis feminino”* sendo considerado como anatomia feminina valida esta gerando o sentimento de perda de espaço feminino conquistado, pois levou-se quase 250 anos para cossegurem chegar aonde estão, e levou nem 20 anos para os trans superarem esses supostos direitos adquiridos.
Também em minhas pesquisas foi notado que muito das criticas as trans partem de homem que teriam sua sexualidade fragilizada e frustada pelo aumento do protagonismo de trans na sociedade.
Bem como foi dito anteriormente, estamos apenas a silenciar essas pessoas e não ouvindo oque ela tem a dizer e por que estão descontentes com essa situação e ficar apenas acreditando que se eliminarmos todos os discursos de ódio dessas pessoas elas não irá ficar ressentidas e os problemas desapareceram é claramente um sinal que não estamos tendo maturidade para perceber a dimensão desse problema e de como estamos achando que isso só deve ser silenciado para não gera mais ódio claramente demonstra que:
>não apenas o ódio gera mais ódio, mais ressentimento e coerção gera rancor e gera ódio como produto final.
>E que estamos completamente esvaziados de empatia. Nós cobramos e ficamos ofendidos quando não a recebemos, isso sem jamais mostra qualquer comprometimento em devolver.
Vejo que para muitos homens, os transxessuais estão se evadindo das [responsabilidades inerentes ao gênero masculino ao nascer] (https://www.conjur.com.b2012-mar-08/seriam-homens-mulher-realmente-iguais-lei), como alistamento obrigatório, aposentadoria mais tardia, cobrança de penas diferentes para os mesmos crimes e outras questões dos direitos masculinos e estariam se apropriando dos direitos jurídicos das mulheres, que na atual sistema social SÃO inegavelmente mais vantajosos que os dos homens, e assim sendo traídos pela sociedade que ainda os responsabilizam por todos os problemas históricos e culturais.
As mulheres apontam [privilégios sociais que os homens possuem naturalmente]( http://nodeoito.com/privilegios-homens/), homens os [privilégios das mulheres que estão no âmbito jurídicos e políticos oriundos uma sociedade ginocêntrista, que valoriza o bens esta social da mulher sobre o custo da do homem]( https://br.avoiceformen.com/movimento-por-direitos-humanos-dos-homens-e-meninos/uma-introducao-sobre-direitos-dos-homens/). (NOTA, aos que acham que a *voice for men* não é uma boa fonte para pesquisa, aonde irasse encontra uma discussão sobre direitos masculinos que não em uma pagina de direitos masculinos?).
Logo o [sentimento de perseguição]( https://exame.abril.com.bcarreira/homens-do-vale-se-organizam-por-mais-direitos/) e [falta de atenção ao seus problemas na estrutura da sociedade] (https://mercadopopular.org/internacional/o-problema-com-o-movimento-pelos-direitos-dos-homens/) passa a ser ainda mais mitigados em função de haverem pessoas que podem simplesmente abandonarem tal condição puramente transacionado entre os gêneros, aumentado ainda mais o sentimento de traição da sociedade que não valorizam seus esforços como também a visão que mesmo os homens trans não possuem as mesmas responsabilidades por não terem nascido como homens biológicos, os largando abandonados e ainda tendo suas reclamações e problemas jogado para um segundo plano para dar espaço para “*problemas mais urgentes na esfera social, jurídica e criminal*”.
Essa é uma sensação devastadora, pois causa uma profunda sensação de abandono e traição de tudo em que acreditaram como correto e que vale a pena defender.
#Como posso ser o individuo mais privilegiado da sociedade se sou tratado como um cão sarnento velho e doente?
Parra a grande maioria dos homens, o foco nas questões dos transexuais não altera a estrutura social ginocentrista e ainda dar a garantia que alguns nascidos homens biológicos possam pura e simplesmente abandonar essas condição e responsabilidades por escolha pessoal, escolha essa que não possuem, visto que os valores masculinos cria a noção que quanto maiores a suas responsabilidades mais homem você se torna, transexuais homens e mulheres que não possuem a mesma cobrança social que eles possuem. É a traição final da sociedade para um com grupo que vem se sentido abandonado.
Como sabemos, estamos em um momento de crise mundial já na primeira semana da nova década, e as piadas sobre a possibilidade da terceira guerra deixa os ressentimento mais a tona.
Em todas as paginas do Reddit e outra redes, piadas de como o feminismo vai mudar o seu discurso de *direitos iguais*, para *não é tão ruim ser dona de casa e criar os filhos*, mostra mais o que para alguns é apenas uma demonstração de misoginia e ódio contra as mulheres, é a evidencia que busca um bem estar social unicamente silenciando quem discorda do conceito geral de igualdade está apena gerando um enorme grupo de pessoas ressentidas e agora que um problema que afetará a vida de todos, guerra em nível global, estão de forma irônica se questionado se as mulheres iram tomar parte nas responsabilidades da manutenção da sociedade ( sim guerras são uma forma de organização social extrema) ou se iram ficar no confortável modelo ginocentrico que visão não expor mulheres ao perigo e sacrificar homem para mante-lo.
Isso é mais que homens com masculinidade frágil distribuído discurso de ódio, é um sinal que o modelo de busca pela igualdade baseada apenas em silenciar discurso de ódio de e dar protagonismo a certos grupos esta corroendo a sociedade por dentro como cupins comendo um arvore, você pode não ver a ação deles matando ela, mais ao tentar escalar seus galhos frágeis e quebradiços não deixa duvidas que tem algo que está muito errado.
Em minha humilde e talvez impopular opinião, o que aconteceu ontem em um shopping em Maceió vai muito além de crescimento do fascismo, da intolerância da transfobia ou qualquer outro comportamento danoso a nossa sociedade, mais si uma clara evidencia que simplesmente não olhar pra sinais simples de que taxar tudo de discurso de ódio e não se questionar o motivo de por que as pessoas estão insatisfeitas e se suas insatisfações possuem alguma fundamento apenas ira fazer com episódios como os de ontem se repitam mais frequentemente ao longo desse ano.
Já não se trata mais de medicar tudo como fascismo, as pessoas estão ficando completamente ressentidas e abandonas por dentro vendo que outras pessoas merecem mais atenção em seus problemas, ouvindo que por serem privilegiadas não deveriam criticar tais ações, ouvindo que deve se desconstruir e ajuda a solucionar os problemas e não vendo ninguém dar qualquer atenção ao seus próprios.
Não é por conta do fascismo ou socialismo que estamos pegando em armas, mas por que preferimos cria um mundo de mentiras, na qual todo ficam em silencio para não ofender ninguém, e você não pode acreditar que da para fazer isso para sempre, uma hora as pessoas se canção e volta agir como querem.
#Ou começamos a investigar esses discursos de ódio e buscamos formas de lidar com as questões de TODO mundo, ou essa guerra sem duvida será a forma de como vamos soluciona isso, acha que “se não estou vendo, logo não existe” vai matar a espécie.
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2019.12.20 22:23 luucones Apologia da Mulher


É evidente que é mais que necessário para a espécie humana que apenas o homem possua a razão, não apenas pelo fato de permitir o seu desenvolvimento e torná-la mais desenvolvida enquanto capacidade, permitindo que a mulher seja o complemento, mais pelo fato de que, uma vez que ela é proveniente da interação entre a vida e a natureza, é necessária para a sua evolução. Não é possível que a mulher tenha desenvolvida a capacidade racional, pelo fato de que — sendo necessária para a evolução da vida e sendo proveniente da exerção da sobrevivência, a qual na mulher se limitava à subordinação e complementação do homem — ela não necessita e nem pode possui-la, pois, se a possuísse, teria ocorrido a extinção da espécie humana, uma vez que a insubordinação ao homem seria uma consequência; ou seja, a mulher não desenvolveu a razão pelo fato de nunca tê-la necessitado, e nunca necessitou dela pelo fato de que não é o seu propósito desenvolvê-la e nem pode exercê-lo com ela — isto é, a razão não é apenas uma capacidade da vida, mas o princípio que determina a realidade existente para um proposito, de modo que a razão enquanto capacidade é o meio pelo qual a vida torna-se harmonizada com a razão enquanto princípio, logo, é determinada por ela de acordo com a sua necessidade não apenas na vida, mas na sua relação com o que a constitui como tal: a necessidade evolutiva proposital à própria vida, pois, sendo una razão e una a vida, a evolução é harmonizada por ela e, logo, harmonizada com a evolução do que é a vida enquanto proposital a sua causalidade. Portanto, para a vida não apenas é necessária a razão que é una, mas é necessária a dualidade na vida enquanto evoluída pela reprodução, isto é, pela dualidade da exerção de uma harmonia racional, de modo que a capacidade racional é una e apenas do homem, enquanto que a harmonia desta capacidade é una e exercida na mulher, isto é, se a vida é una e harmonizada em uma causalidade proposital à sua evolução, esta harmonia, sendo a dualidade entre aquele que exerce e naquele em que é exercido, a capacidade racional, enquanto exercida para a evolução da vida pelo homem na sociedade, é complementada com a sua efetivação na própria, isto é, no valor do que é maior que o merecimento individual e que se manifesta na mulher como felicidade de tornar o corpo subordinado à mente. Deste modo, a mulher não possui consciência, tal como o homem, mas uma emulação necessária à sua complementação, porém, não me refiro ao ter consciência de, mas ao processo mental procedente à razão e necessária para a sua exerção no corpo, isto é, para o seu domínio no corpo e a exerção da razão na vida — de modo que, satisfazendo as necessidades do corpo, a mente não apenas o subordina, mas o domina pelo fato de ser, enquanto fator mais evoluído da vida, o propósito de sua evolução, pois, ao possuirmos a razão, a independência da natureza e o seu domínio foram causa e efeito da consciência, a qual permite a evolução da mente por meio do corpo e a relação deste com a sociedade enquanto natureza do homem como racional. Todo e qualquer discurso oral de uma mulher se limita a sons, que apenas possuem significado pelo que exercem ao ouvinte, isto é, quando elas dizem algo, não dizem os conceitos e o raciocínio que os relaciona, mas dizem aquilo que permite que o seu propósito em dizer tais sons seja conquistado, ou seja, a mulher apena desenvolve um discurso necessário para um determinado propósito em uma estrutura de sons relacionado por conceitos de acordo com a utilidade: a estimulação da emoção no ouvinte que exerce a
relação entre os conceitos e determina o desenvolvimento do seu discurso à medida que permite a exerção deste na sua consciência — ou seja, todo discurso da mulher é complementativo à consciência do homem, seja constituindo sua emulação à medida que se relaciona com as suas emoções existentes no raciocínio exercido, seja constituindo as suas emoções emulativas à medida que o raciocínio implica no sentir da constituição de sua emulação. As emoções manifestadas pelas mulheres são apenas sensações, quando não apenas expressões destas, isto é, são simulações necessárias à complementação que elas exercem à consciência do homem, ou seja, não apenas são necessárias para o seu discurso emulativo, mas são necessárias para a própria constituição da consciência emulada — de modo que suas emoções, enquanto sensações manifestadas para a própria constituição de sua consciência emulativa, não dependem dos homens para existirem nela e a constituírem, mas são limitadas à sua relação com eles — quanto a isto, tornam-se úteis para validar a emulação pelo sentir, logo, são exercidas para validar a complementação pela própria constituição da consciência emulada. Menciono que, se tal fato não for exposto e compreendido, as mulheres causarão uma crise na economia mundial pela sua existência constituinte de uma complementação meramente sexual. As causas são evidentes: elas estão subordinado a sociedade aos princípios que possuem dela, isto é, dos princípios exercidos pela sociedade e do seu propósito nela, logo, estão tornando a sociedade, enquanto constituída pelo homem e sua relação com a justiça, a relação entre a complementação exercida pela sua consciência emulativa com a igualdade de sua relação com o homem. Primeiro, ao se tornarem livres para serem independeres de determinações sociais quanto à reprodução — isto é, o liberalismo sexual que permitiu que o fator sexual se tornas-se parte da sua consciência emulativa, não sendo mais um fator da complementação exercida com o homem —, as mulheres, exercendo a complementação com o liberalismo sexual, tornaram-se determinadas por fatores econômicos, provocando uma geração de homens passivos à complementação sexual, isto é, de homens que aceitavam a sexualidade como fator inerente à sua relação com as mulheres e a desenvolviam na sociedade com a justiça, tornando a constituição da sociedade um mero imperativo sexual da legitimidade que as mulheres exerciam, pela individualidade complementar ao homem, cau-sando o liberalismo econômico e o fim da família como princípio da coletividade do que a justiça permite ao homem. Segundo, com o liberalismo econômico e o fim da família e seu valor para a justiça, que é o ponto em que nos encontramos, o estado torna-se dominado pelas mulheres, pois, com a legitimidade e a exigência da igualdade com o homem na justiça, isto é, na superioridade a ele em sua própria relação consigo, o estado torna-se o meio pelo qual a evolução da espécie, possuindo como critério a exerção da mulher enquanto necessária para a coletividade dos homens em relação com a dualidade da reprodução e, logo, com a constituição da justiça no fundamento da igualdade, torna-se contemplativo ao prazer e a dor dos homens, de modo que aquilo que as mulheres exercerão neles não apenas irá dominá-los, mas será justificado na própria consciência do dominado, sendo legitima-do pela sociedade, e constituindo o ser do próprio homem.
Terceiro, quando dominarem os homens e o estado, causando um estado no qual os princípios da constituição social são igualitários à subordinação do homem em sua própria liberdade, isto é, em que as suas consciências tornaram-se uma complementação do que elas são ao estado, dominarão a economia, por meio de imposições nas próprias consciências dos homens que as exigirão, causando um colapso na econômica mundial, o qual será procedido por uma guerra-civil mundial. A sociedade é determinada pelos indivíduos que nela existem, logo, existe apenas em suas consciências, de modo que seu propósito, o qual é exercido por meio da justiça, é permitir o desenvolvimento do estado em que a vida se encontra enquanto racional, deste modo, o colapso econômico mundial causado pelas mulheres refere-se a um colapso no qual o capital econômico do estado torna-se a propriedade em que a emulação e toda a estrutura social destinada a permitir o seu domínio se justifica na própria interação entre a consciência do homem e a sociedade, enquanto que a guerra-civil mundial não é apenas o fim da sociedade de nosso período tal como a conhecemos ou das relações que esta possui com o indivíduo e a vida, mas o fim do que é a própria justiça e a liberdade do homem, sem a qual a sociedade torna-se uma mera satisfação do convívio coletivo, com o sofrimento individual do homem e a relação deste sofrer com a sua consciência — que se torna uma mera estimulação de determinadas emoções pela mulher para permitir o domínio e o desenvolvimento de uma legitimidade racional —, para uma sobrevivência, e não desenvolvimento, da espécie. Portanto, a guerra-civil mundial é o próprio liberalismo reprodutivo sem critérios, que é implicância da vida do homem para o prazer e a igualdade legitimada pela economia em tê-lo. Não acredito que, quando ela ocorrer, será o fim da espécie humana, mas a sua própria evolução por meio da determinação de critérios que, sem esta guerra-civil, não poderiam existir. O colapso mundial da economia será causado pelo liberalismo procedente à incompreensão do que é a mulher e a sua existência na sociedade, tal colapso já está ocorrendo com o liberalismo sexual e econômico, de modo que estamos na última e terceira fase deste processo: o liberalismo reprodutivo, no qual as determinações sexuais relacionadas à economia de uma sociedade não possuem como critérios a sua exerção, mas sim a efetividade em relação ao que se tornam à constituição de uma sociedade em que a emulação da consciência é o critério para a exerção, isto é, em que a igualdade de uma profissão não está na dignidade de seu poder, tal como em uma sociedade patriarcal, mas na satisfação de exercer o poder de se tornar, ao ser exercido, digno de se satisfazer. Tal princípio é consequente do liberalismo sexual, enquanto causa de uma satisfação individual e por si, e do liberalismo econômico, enquanto possibilidade de justiça àqueles que se satisfazem sem dignidade de serem o que são.

Autor - Desconhecido (até o momento)
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2019.09.29 17:03 MateusnotdaBiblia O Mateus analisa: parte 4 o Partido "Social-Democrata"

Podia começar pela bizarria de um partido que se proclama social democrata se sentar na bancada europeia de partidos queridos como o PP espanhol ou o partidão do Orban... Vamos lá analisar o partido dos grandes democratas como Cavaco, Sousa Lara, Dias Loureiro ou até Miguel Relvas.
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2019.06.26 06:49 altovaliriano Como não foi: Game of Thrones e a Idade Média, Parte I

Texto original: https://bit.ly/2IXUlqM
Autor: @BretDevereaux (autodescrito como "Historiador de História antiga, especializado em economia e vida militar romana")

O número de vezes que fãs entusiastas me disseram que Game of Thrones era superior a outras obras de fantasia porque mostrava que uma sociedade medieval "como realmente era" ou "mais realisticamente" está além da contagem. Às vezes, esse louvor está simplesmente exacerbado em relação ao "passado" como se a experiência humana fosse um binário entre "o agora" (quando as coisas são boas) e "o passado" (quando as coisas eram uniformemente ruins). Arguir que Game of Thrones é mais fiel à "verdadeira" Idade Média é fazer uma afirmação não apenas sobre Game of Thrones, mas também sobre a natureza da Idade Média em si. E essa afirmação merece ser avaliada.
Isso é parte do porque eu optei por olhar principalmente para o show, Game of Thrones e não a série de livros, A Song of Ice and Fire. O show - alcançando muitos milhões de pessoas e sendo muito mais culturalmente difundido - terá um impacto muito maior sobre a percepção pública do passado. Além disso, para ser honesto, a "defesa da historicidade" repetidamente feita para o show parece menos comum do que a defesa dos livros (talvez, em parte, porque os fãs de livros parecem sentir que os livros precisam de menos defesa).
Devemos também definir a Idade Média européia para fins desta comparação. A Idade Média na Europa se estende aproximadamente de 500 dC a 1450 dC, um período de quase 1.000 anos. Compreensivelmente, existe grande diferença entre o que se entendia por guerra e sociedade em 550 e em 1350. Mas os símbolos de Game of Thrones são muito mais específicos: os cavaleiros vestidos com placas, damas refinadas, torneios marciais que evocam a Alta (cerca de 1000-1250 dC) e Baixa (cerca de 1250-1450 dC) Idade Média, então esse é o período com o qual principalmente faremos comparação.
Por fim, antes de mergulharmos, duas advertências finais. Primeiro, isso não é uma crítica à construção do mundo de George R. R. Martin. Não há, afinal de contas, nenhuma razão para que o mundo de fantasia dele precise ser fiel à Idade Média européia (falaremos sobre inspirações históricas conhecidas/possíveis à medida que surgirem). Não creio que Martin tenha planejado elaborar uma dissertação de cultura medieval em forma de romance de fantasia, de modo que ele não pode ser culpado por falhar em fazer o que nunca tentou. Em segundo lugar, essa análise vai se basear mais no show do que dos livros, simplesmente porque o show está completo e é mais fácil discutir uma coisa completa - dito isso, elementos de lore que não entraram no show (mas que ainda são ilustrativos) podem surgir.
Tudo bem? Vamos mergulhar.

Destrutividade

Uma coisa sobre a qual Game of Thrones é muito clara é quão brutalmente destrutivas são as guerras de Westeros. A roda - "e assim gira, esmagando os que estão no chão" (S5E8) - quase acaba totalmente com a sociedade Westerosi. A Guerra dos Cinco Reis interrompe as condições de fornecimento de alimentos a ponto de causar fome e miséria nas Terras da Coroa e tumultos sangrentos em Porto Real (S2E6). A própria Porto Real viria a ser essencialmente destruída durante a captura por Daenerys (S8E5), provavelmente com centenas de milhares de baixas, levando em consideração a escala da destruição e o tamanho conhecido da cidade (porém falarei mais sobre isso depois).
Mas quão destrutiva é essa roda, de verdade? Podemos mensurar em números? Nem o programa nem os livros fornecem uma métrica clara para avaliar as perdas de guerra, mas considerando-se a queima de Porto Real e as repetidas menções a fome, não podem ser inferiores a várias centenas de milhares apenas em vidas civis (e possivelmente muito mais altas se incluirmos mortes da praticamente certa indigência do inverno). A esta conta devem ser acrescidos o Norte e as Terras Fluviais, que experimentaram contínua devastação e ocupação.
E quanto às perdas militares? Os exércitos da Casa Tyrell, Lannister e Baratheon foram todos destruídos em campo - vamos olhar para questões de escala em um instante - mas, por enquanto, se metade de sua força fosse de baixas, poderíamos estimar cerca de 80.000 perdas para essas Casas. As perdas para as Terras Fluviais, o Norte, Dorne, as Terras da Coroa e as Ilhas de Ferro são menos claras, mas poderíamos supor que elas equivalem aproximadamente ao total imaginado. Ao que devem então ser acrescidas as forças de Daenerys, reduzidas pela metade em Winterfell com a perda de cerca de 4.000 Imaculados e 30.000 Dothraki (nos dizem que ela perdeu "metade" de ambos).
Com base em toda essa especulação, poderíamos estimar um número mínimo de perdas nas guerras como sendo de mais de 300.000 civis e cerca de 200.000 combatentes (não incluindo perdas sofridas em Essos). Se a fome generalizada for contabilizada - e quase certamente deveria ser, considerando-se o inverno que se aproxima - o número real seria muito maior, talvez bem mais de um milhão. E deixamos de fora a destruição quase total dos Selvagens, as mortes deixada pelo exército dos mortos enquanto se deslocavam para o sul, e pelos assaltos dos Homens de Ferro. A isso seria preciso acrescentar baixas excedentes por doenças, que são mais graves do que as perdas no campo de batalha - o provável número total de vítimas poderia, assim, facilmente se aproximar de 2.000.000 ou mais.
A guerra em Game of Thrones é, portanto, não apenas endêmica, mas também chocantemente destrutiva. É importante ressaltar que a guerra em Westeros chega ao nível de significância demográfica - essa guerra é suficiente para causar uma diminuição real e perceptível na população total de Westeros (os livros não fornecem nenhuma ferramenta para estimar o tamanho da população de Westeros, mas uma estimativa de 40 milhões é perfeitamente razoável - o que significa que a guerra matou algo entre 2,5% e 5% de toda a população, em apenas alguns anos). Este é um nível de morte que os futuros arqueólogos e historiadores westerosis, escavando aldeias e lendo registros da cidade, serão capazes de identificar através da perda acentuada de população. Guerras tão destrutivas foram raras no período pré-moderno - a maioria das guerras não é "demograficamente visível" a esse ponto, porque as perdas de guerra se perdem no "ruído" dos nascimentos e mortes normais.
Apesar de que a guerra na Idade Média era frequente, geralmente não era destrutiva. Estimar a destrutividade e a escala da morte nas guerras medievais é quase impossível de ser feito com precisão devido à natureza das fontes. Mas algumas comparações podem ser feitas. A estimativa padrão para a perda de vidas devido às Cruzadas é de 1 a 3 milhões, o que significa que a Guerra dos Cinco Reis foi, em três ou quatro anos, aproximadamente tão letal quanto duzentos anos (1091-1291) da guerra religiosa medieval no Oriente Próximo. Alternadamente, acredita-se que a Cruzada Albigense - um esforço na França para suprimir a heresia "cátara" - tenha matado algo entre 200.000 e 800.000 pessoas; o cerne da violência durou vinte anos (1209-1229), mas o número de mortos tipicamente também inclui décadas de expedições da Inquisição que só foram terminadas em 1350, um século e meio após o início da cruzada. É importante notar que essas guerras - que ainda estão longe da escala e da intensidade da guerra em Westeros - foram guerras religiosas, onde as normas que impediam a violência contra civis eram muito mais fracas.
A maioria das guerras não eram guerras religiosas, e estas tendiam a ser significativamente menos destrutivas, especialmente para os camponeses que compunham a grande maioria da população. Em parte, isso se devia simplesmente a bom senso: em uma guerra territorial, o controle sobre o campesinato e sua produção agrícola era o objetivo, então assassinar massivamente o campesinato tinha pouca serventia. As guerras entre Senhores poderiam assim muitas vezes ocorrer "acima das cabeças" do campesinato (embora o perigo invasão ou de ter comida roubada para uso pelos exércitos permanecesse agudo - nós não devemos minimizar o quão difícil essas guerras poderiam ser para as pessoas "no chão").
Outro fator foi um conjunto de normas sociais. Apesar de que a Idade Média tenha sido um período de frequentes (pequenas) guerras, nela também se viu alguns dos primeiros esforços para reduzir a violência em sentido amplo, originados pela Igreja Católica: os movimentos de Paz de Deus e Trégua de Deus. A Paz de Deus (do séc. X-XI) deu proteção religiosa ao campesinato e ao clero (e mulheres e viúvas) enquanto não-combatentes. A Igreja encorajou cavaleiros e senhores a fazer juramentos no sentido de que eles não violariam a paz atacando o campesinato.
Isso não quer dizer que essa proibição sempre era seguida - na prática, parece ter sido em grande cumprida via de exceção. Mas é um claro contraste com a guerra em Westeros, onde atacar a população civil é claramente normal - Tywin não hesita em “colocar as Terras Fluviais em chamas desde o Olho de Deus até o Ramo Vermelho” (S1E10) e nenhum dos seus estandartes questiona a ordem. O esforço de Cersei na 8ª Temporada para impedir o ataque de Daenerys por meio da concentração de civis só é posto em ação porque ela acha que Daenerys é diferente de um senhor normal - os quais provavelmente ignorariam o obstáculo.
Nesse sentido, a guerra em Westeros é menos parecida com a guerra na Idade Média - onde, observada ou não, havia um senso geral de que alguns indivíduos eram "civis" e, portanto, não eram alvos militares válidos - e mais como guerra na Antiguidade. Para os romanos, por exemplo, as guerras eram geralmente contra os povos - os romanos falariam sobre estar em guerra com os cartagineses (todos eles) ou com os celtiberos (todos eles) ou os helvécios (todos eles). A única exceção são as monarquias helenistas do Oriente, que eram as posses pessoais das famílias reais, em vez de grandes grupos étnicos - ali os romanos foram à guerra com monarcas individuais. Mas essa foi a exceção, e não a regra.
Nesse contexto, onde os romanos estão em guerra com todo um povo, todo o povo se tornou alvos militares válidos. E os romanos se comportavam como tal. Políbio descreve o processo romano para saquear uma cidade - “Quando Cipião pensou que um número suficiente de tropas tinha entrado [na cidade] ele enviou a maioria deles, segundo o costume romano, contra os habitantes da cidade com o fim de matar todos que eles encontrassem, poupando nenhum, e começassem a pilhagem até que o sinal fosse dado ... muitas vezes pode-se ver não apenas os cadáveres dos seres humanos, mas os cães cortados ao meio e os membros desmembrados de outros animais ... ” (Políbio 10.15.4-5; grifei). Tal massacre não era visto como fora das regras da guerra, mas sim uma consequência normal de tentar resistir a um exército sitiante. Uma cidade que quisesse evitar o massacre deveria se render antes que o cerco começasse pra valer (o último momento para se render, sob as regras romanas de guerra, era antes que o primeiro aríete tocasse a muralha da cidade).
É verdade que, em certas ocasiões, o mesmo tipo de matança indiscriminada ocorreu na Idade Média, quase sempre no contexto de guerras religiosas (onde, por que os inimigos eram hereges ou infiéis, as restrições religiosas à violência não se impunham), mas mesmo isso é tipicamente apresentado pelas fontes como incomum e chocante. A captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099) é o exemplo típico de acentuada brutalidade medieval - os cruzados massacraram grande parte da população da cidade em uma terrível onda de derramamento de sangue.
Raymond d'Aguliers, uma testemunha ocular, diz assim do massacre: "se eu disser a verdade, excederá seu poder de crença" (transcrição de A. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eye-Witnesses apud Edward Peters, The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartes and Other Source Materials) - ainda que tal massacre tivesse sido normal e indigno de nota no mundo romano - e, aparentemente, em Westeros. O que era excepcional em 1099 dC era normal em 199 aC - ou em Porto Real.
É claro, há outra razão pela qual as guerras medievais tendiam a ser muito menos destrutivas - os governantes medievais simplesmente não tinham a capacidade - na administração, infraestrutura e recursos - para causar tantos danos. O que nos leva a:

Escala na Guerra

A guerra na Europa medieval era geralmente um assunto relativamente pequeno. Enquanto muita atenção é dada às guerras entre os reis - a Guerra dos Cem Anos, a Guerra das Rosas, etc. - a grande maioria dos conflitos era pequeno, entre senhores regionais com propriedades limitadas. Esse tipo de guerra envolvia muitas vezes "exércitos" de apenas dezenas ou centenas de homens. No passado, tive alunos que liam trechos das muitas queixas de Hugh V de Lusignan (que datam de 1028). Hugh está perpetuamente em conflito militar com seus vizinhos, mas a escala de tais conflitos é pequena - ele leva apenas 43 cavaleiros para tentar ganhar um castelo e algumas terras, por exemplo (o que ainda era uma força grande o suficiente que o seu Senhor, o conde de Aquitânia, estivesse ciente de que ele a tivesse levado e ordena que ele retorne à corte). O mesmo tipo de guerra de pequena escala povoa as "canções de gesta" (francês: Chasons de Geste), como o de Raoul de Cambrai, onde Raoul passa o poema tentando recuperar o feudo de Vermandois (a canção de gesta de Raoul também se relaciona com o ponto anterior sobre normas de guerra: Raoul quebra a Paz de Deus atacando um convento, que faz com que seu melhor cavaleiro, Bernier, se posicione contra ele; Bernier então mata Raoul em batalha, levando a uma briga de sangue entre as famílias. Note como a transgressão da proteção religiosa devida aos não-combatentes leva à morte dos protagonistas e uma fissura permanente na comunidade - a moral é clara: não ataque os não-combatentes).
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes. Acreditando-se na Wiki of Ice and Fire, podemos estimar os exércitos de campanha - não incluindo guarnições e outras forças pequenas - de cada um dos principais atores como sendo de aproximadamente:

O Norte: 20-30.000 (mas lento para reunir; poder nocional 45.000)
Ilhas de Ferro: 20.000
Terras Fluviais: cerca de 20.000 (poder nocional 45.000, mas politicamente dividido)
Vale de Arryn: Aproximadamente igual ao Norte ou Dorne (cerca de 45.000, no nocional)
Terras Ocidentais: 35.000 no campo durante guerra (nocional: 55.000)
Terras da Coroa: 10.000 a 15.000
Terras de Tempestade: cerca de 30.000
Campina: 80.000-100.000 partiram com Renly (!!)
Dorne: estima-se que cerca de 50.000 estariam à disposição dos Martells

Em comparação, o exército francês em Azincourt (1415) não era maior do que talvez 35.000 homens (alguns historiadores argumentam que era significativamente menor), mas sua derrota foi suficiente para aleijar a França (sugerindo que o exército representava a maior parte das forças de campanha à disposição do rei da França na época). A força de campanha inglesa era menor - apenas cerca de 9.000. Azincourt não era uma pequena escaramuça: eram exércitos reais que representavam o melhor que seus reis podiam fazer (Henrique V, rei da Inglaterra, estava com seu exército, de fato). Nem esses tamanhos típicos eram restritos à Inglaterra e à França. A Batalha de Nicópolis (1396) foi entre os otomanos de um lado e uma grande aliança de poderes cristãos do outro, e provavelmente não envolveu mais do que 40.000 homens de ambos os lados (ou seja, dois exércitos de cerca de 20 mil), apesar do fato de que a batalha estava entre os bem organizados otomanos de um lado e mais de uma dúzia de potências européias do outro.
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes - e os números acima não incluem as várias frotas de centenas de navios que muitos senhores mantêm. Renly Baratheon sozinho tem uma coluna em campo de 100.000 homens; Mace Tyrell depois marcha para Porto Real com 70.000 soldados Tyrell. Em comparação, em 1527 - bem no início do período moderno (onde o tamanho do exército salta acentuadamente) - todo o exército otomano consistia de 18.000 soldados regulares e 90.000 timariots (grupo étnico da Turquia convocados para lutar em campanhas específicas, de modo similar a cavaleiros e seus seguidores). Os otomanos estavam muito melhor organizados do que qualquer poder europeu medieval (daí a exigência de que a oposição à expansão otomana requeresse grandes alianças - veja acima). E todas essas tropas otomanas absolutamente não poderiam ser mantidas em um só lugar, como Renly faz com sua coluna.
Não adianta ressaltar que Westeros cobre uma área enorme, porque isso simplesmente introduz novos problemas: a logística de exércitos tão grandes provavelmente está além da capacidade da maioria dos governantes europeus medievais. Mesmo os romanos - cuja capacidade logística excedia significativamente a do período medieval - raramente reuniram exércitos tão grandes quanto os de Renly ou o de Mace Tyrell e apenas por curtos períodos. Tibério (na condição de general sob o imperador Augusto) reuniu um exército de cerca de 100.000 para lidar com uma revolta em Illyricum (região que atualmente corresponde à Albânia, Bósnia, partes da Croácia e Eslovênia) - o exército foi suficiente para levar a província à fome em um único ano (o que parece ter sido, de fato, o objetivo de Tibério - suprimir a revolta negando suprimentos) e nunca se afastou dos rios (por meio dos quais poderiam chegar suprimento de regiões distantes).
O exército de Mace Tyrell teria que ter marchado pela Estrada da Rosa por cerca de 850 milhas para chegar a Porto Real. Ele provavelmente não se moveu mais rápido do que 10 milhas por dia, então esteve em marcha por 85 dias (decore esse número - nós voltaremos a ele). 80.000 homens, juntamente com animais de carga em um trem de carga bastante enxuto - eram cerca de 20 mil mulas (sim, um trem de bagagem bastante enxuto para um exército deste tamanho!) - consumiriam cerca de 189 toneladas de alimentos por dia. O exército deve ser capaz de carregar cerca de 20 dias com ele (supondo que as mulas estão puxando muitos vagões grandes e lentos) e é grande demais para se abastecer simplesmente pilhando os camponeses locais enquanto ele se move. Isso significa que os Tyrell terão que preparar estoques de alimentos em pontos-chave ao longo de toda a Roseroad. Quanta comida? Supondo que o exército parta de Highgarden totalmente suprido (isso parece improvável), seriam 12.285 toneladas . E isso sem conta a comida dos cavalos.
Nenhum rei medieval tinha acesso a esses tipos de recursos, nem ao tipo de administração que poderia obter quantidades tão grandes de suprimentos. O Império Romano poderia fazer isso - mas exigia o envolvimento de funcionários do Tesouro, magistrados locais e um sistema de suprimento pronto (que era mantido por um grande exército permanente de soldados profissionais). O que leva a:

Montagem de exército, para leigos

Lembra-se daquele número de 85 dias? Voltaremos logo a ele. Em breve. Eu prometo.
A frase que enfio na cabeça dos meus alunos sobre a estrutura dos exércitos medievais é que eles são uma comitiva de comitivas. O que quero dizer com isso é que o modo como um rei medieval forma seus exércitos é que ele tem um bando de aristocratas militares (leia-se: nobres) que lhe devem o serviço militar (eles são seus "vassalos") - sua comitiva. Quando ele vai para a guerra, o rei pede que todos os seus vassalos apareçam. Mas cada um desses vassalos também tem seu próprio bando de aristocratas militares que são seus vassalos - sua comitiva. E isso se repete, até chegar a um cavaleiro individual, que provavelmente tem um punhado de não-nobres como sua comitiva (talvez alguns de seus camponeses, ou talvez ele tenha contratado um ou dois mercenários para segui-lo).
Se você quiser ler uma visão realmente detalhada (e bastante seca) de como isso funcionou, dê uma olhada em The English Aristocracy at War (2008), de David Simpkin; ele vasculhou registros ingleses sobreviventes de cerca de 1272 a 1314 e analisa (entre outras coisas) o tamanho médio das comitivas. A comitiva média encontrada foi de cinco homens, embora senhores importantes (como os condes) pudessem ter centenas de homens em suas comitivas (que, por sua vez, eram compostas pelas comitivas de seus próprios seguidores). Assim, a comitiva do nobre é a comitiva combinado de todos os seus servires, e o exército do rei é o total combinado dos seguidores dos seguidores de todos, se isso fizer sentido. Assim: uma comitiva de comitivas.
Esse é exatamente o sistema segundo o qual o Game of Thrones afirma que seus exércitos funcionam. Os grandes senhores - pessoas como Tywin Lannister - "convocam seus estandartes" e seus bannermen - o termo Westerosi para vassalos (e presumivelmente uma versão direta do que era chamado historicamente de "cavaleiro banneret" \ou cavaleiro-abandeirado])) - a forma mais baixa de aristocrata que teria sua própria bandeira e, portanto, sua própria unidade militar) aparecem com suas próprias comitivas, exatamente como acima. E, à primeira vista, isso parece bastante medieval - foi assim que os exércitos medievais da Alta e da Baixa Idade Média eram formados (principalmente). O problema é que os exércitos em Westeros nunca parecem funcionar dentro das restrições desse sistema .
Primeiro, o óbvio: este sistema, onde os exércitos são montados com base em relacionamentos pessoais e onde as unidades menores são geralmente muito pequenas, simplesmente não têm a capacidade de aumentar de escala para sempre. Há apenas alguns seguidores com que um rei pode manter um relacionamento pessoal - e assim vai fila abaixo.
Em segundo lugar, esses seguidores não "seguiam" servindo para sempre. Eles são obrigados a um certo número de dias de serviço militar por ano. Especificamente, o número padrão - que vem do estabelecido por Guilherme, o Conquistador, para seus vassalos depois de tomar o trono inglês - era de 40 dias. O ponto principal deste sistema é que o rei dá aos seus vassalos a terra e eles lhe dão serviço militar para que ninguém tenha que pagar nada a ninguém, porque os reis medievais não têm a receita requerida para manter exércitos permanentes de longo prazo. Não é por acaso que os conflitos medievais mais destrutivos foram as guerras religiosas em que os guerreiros participantes estavam essencialmente engajados em uma "peregrinação armada" e assim poderiam permanecer no campo por mais tempo (tendo Deus um direito maior ao tempo do cavaleiro do que o rei).
Finalmente, imagine organizar os suprimentos de um exército como este. Cada unidade de comitiva tem um tamanho diferente: Lorde Tarly pode ter algumas centenas de homens, Lorde Risley, algumas dúzias, Lorde Hastwyck apareceu apenas com sua guarda doméstica de cinco e assim por diante (por dezenas e dezenas de comitivas). Você - o intendente do rei - não sabe quão grande são cada um destas comitivas, mas você deve racionar e distribuir comida para que não fique em uma posição onde uma comitiva morra de fome enquanto os outros tenha em excesso. Você também precisa coordenar o trem de bagagem de comida sobrando... mas é claro que a maioria dos vagões e animais de carga pertence a todos os senhores menores com suas pequenas comitivas. Você começa a ver o problema: suprimento centralizado - necessário para manter um grande exército alimentado - é praticamente impossível.
[Se você quiser ler sobre as dificuldades de manter um exército da Idade Moderna (com suprimento e logística um pouco mais centralizados) unido por longas distâncias, pense em ler The Army of Flanders and the Spanish Road , de Geoffrey Parker, e tenha em mente que, em seu apogeu, o exército que ele descreve (com os desafios intransponíveis de pagá-lo e supri-lo) nunca foi maior do que 90.000 homens - menor do que a coluna de Renly Baratheon - e tendia a ser, em média, um pouco menor de 60.000].

Que tipo de exército é esse?

Então, para resumir o que nós cobrimos até agora: a guerra em Westeros não é realmente muito medieval. Enquanto nos dizem que os exércitos estão organizados em linhas medievais, eles são muito grandes e as guerras que eles empreendem são muito mais destrutivas do que o normal para conflitos políticos (leia-se: não-religiosos) da Idade Média. Além disso, eles parecem não ser limitados pelas normas culturais da Idade Média (como a Paz de Deus), ou pelos limites logísticos comuns aos (mal organizados) exércitos medievais.
Há algum tempo na história européia em que esses exércitos se encaixariam melhor?
Acho que a resposta para isso é "sim" - esses exércitos não são medievais, mas da Idade Moderna em seu tamanho, capacidade e destrutividade.
Várias coisas colocam o período moderno à parte da Idade Média, mas o que mais nos interessa aqui é a capacidade do Estado. O que quero dizer com isso é a aptidão do estado (leia-se: o rei) de extrair receita e usar essa receita para fazer coisas (mobilizar forças militares, reformar a sociedade, contratar burocratas para extrair mais receita, etc.). Os reis medievais tinham uma capacidade estatal muito limitada, porque seus próprios nobres - os quais (ver acima) tinham seus próprios exércitos - trabalhavam para limitar o poder do monarca central. Em contraste, o período moderno (cerca de 1450-1789) é de crescente capacidade do Estado, à medida que os monarcas começam a centralizar agressivamente a governança de seu país.
Mudanças na natureza dos exércitos é tanto uma causa quanto um efeito disso. O poder real centralizado permitiu que exércitos maiores, mais padronizados e mais profissionais aumentassem as receitas reais fora do controle da nobreza - que eram, por sua vez, mecanismos eficientes para a supressão da nobreza e, assim, maior centralização de poder (eu deveria anotar: o conhecimento sobre os mecanismos exatos pelos quais isso acontece é volumoso e contestado - esta é apenas uma descrição geral do fenômeno; ch7 de Waging War de Wayne Lee (2016) é na verdade uma introdução bastante acessível ao leigo à história e ao debate se você quiserem).
Como já observei em outro lugar, a linguagem visual usada por Game of Thrones para todos os exércitos de Westeros, exceto para os do norte, é tirada do início do período moderno. Esses exércitos têm equipamento uniforme - supostamente fornecido por arsenais do Estado - e foram treinados e preparados para marchar e lutar em sincronia. Mesmo se dispensarmos a representação visual dos exércitos como erros da parte do show, o fato de esses exércitos poderem permanecer no campo mês após mês implica que pelo menos partes significativas dessas forças são efetivamente profissionais e pagas pelo seu serviço, em vez de terem sido formadas em um sistema de vassalagem.
O tamanho dos exércitos também aponta nessa direção. Embora a trajetória exata do crescimento do exército na início do período moderno seja um tanto contestada, o que não é contestado é que os exércitos no início do período moderno eram substancialmente maiores do que os do final da Idade Média. Dos exércitos medievais nos milhares ou nas primeiras dezenas de milhares, os exércitos das grandes potências da Europa passaram às últimas dezenas de milhares nos anos 1500 e depois ultrapassaram bastante os 100.000 em meados do século XVII. Esses exércitos geralmente não estavam concentrados em um só lugar devido a questões de logística, mas a capacidade destrutiva geral do estado aumentara várias vezes.
Assim, enquanto George RR Martin frequentemente apontava para a Guerra das Rosas (1455-1487 - portanto, ressalto, uma guerra moderna, não medieval) como inspiração histórica para Game of Thrones, a escala do conflito e o tamanho dos exércitos mais claramente evocam as guerras dos séculos XVI e XVII, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Como se pode imaginar, exércitos maiores geralmente significam maiores “danos colaterais”, então vamos ver como o período moderno se compara à Idade Média na destrutividade da guerra.
As guerras dos séculos XVI e XVII - especialmente a Guerra dos Trinta Anos - foram chocantemente destrutivas em comparação com o que acontecera antes. Parte da razão para isso foi a natureza dos conflitos: muitas dessas guerras nasceram da Reforma Protestante e foram, portanto, guerras religiosas, colocando protestantes contra os católicos. Nesse tipo de guerra - ao contrário de uma disputa política sobre um trono ou território - a população inimiga se torna alvo de violência por acreditar na coisa "errada". Na Guerra dos Trinta Anos, exércitos católicos destruíram aldeias protestantes e vice-versa, com o objetivo de mudar a composição religiosa da região pela violência.
Mas nem todos os conflitos desse período foram guerras religiosas. Apesar de que as guerras seculares nunca atingiram a carnificina da Guerra dos Trinta Anos, elas ainda eram marcadamente mais destrutivas do que as anteriores. Outra razão para isso foi a melhora dos próprios exércitos - você verá pessoas atribuindo isso à pólvora, mas os mosquetes de tiro lentos não são muito mais destrutivos do que as armas do passado. Mas um exército medieval - como já discutimos - só poderia ter um certo tamanho e só poderia permanecer no campo por um determinado tempo. Mas os novos exércitos permanentes do início do período moderno eram formados por profissionais que podem guerrear o ano todo e eram ainda maiores. Além disso, a Reforma - ao dividir o poder da Igreja - enfraqueceu as próprias normas religiosas que às vezes restringiam a violência (mesmo que fracamente) na Idade Média. A conseqüência foi exércitos mais capazes e mais dispostos a infligir danos à população em geral.
Por fim, o vultoso tamanho desses exércitos também contribuiu para maiores níveis de destrutividade de um modo diferente e inesperado: eles pelejaram contra as limitações derradeiras da logística pré-ferroviária. Enquanto os governos lutavam para pagar, alimentar e equipar esses soldados, os exércitos no campo eram forçados a se abastecerem localmente e a pagar soldados com saque capturado, às custas da população local. Sob essas condições, restringir os soldados famintos de cometer atos de extrema violência para obter comida ou saque tornou-se cada vez mais difícil, beirando o impossível. Os exércitos no campo tornaram-se forças quase elementares de destruição, evoluindo de fazer cerco e batalhar para fazer cerco e destruir a região por qual passassem.
Assim, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) despovoou grande parte da Alemanha moderna, matando cerca de um quarto de toda a população (mas a carnificina costumava ser muito localizada - algumas áreas estavam efetivamente intocadas, enquanto outras estavam completamente despovoadas). Nos Países Baixos, a Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) criou uma terra de ninguém despovoada onde os dois lados (os exércitos espanhóis e holandeses) se encontraram em um longo impasse defensivo. Os exércitos espanhóis, tendo ido muito tempo sem pagar, também saquearam Antuérpia (1576) - a sede regional do governo espanhol - para recuperar seus atrasos no pagamento por meio de saques, danificando severamente a economia local por décadas e matando milhares de habitantes.
Esse tipo de guerra - menos limitada, com exércitos maiores, mais destrutivos e mais vorazes - está muito mais perto do que vemos em Game of Thrones . Ironicamente, Joffrey sugere (S1E3) construir um exército de estilo moderno e a idéia foi descartada por Cersei . Algum pode pensar, no entanto - considerando-se que Cersei sabe pouco sobre a guerra e não é tão inteligente quanto ela pensa - se Tywin não já havia começado a usar o ouro Lannister para construir o exército de estilo moderno que ele aparentemente já possui.

Conclusões sobre o Medievalismo Militar

A situação militar em Westeros, portanto, não parece se encaixar muito bem na Idade Média européia. Os exércitos de Westerosi não parecem ser limitados a curtos períodos de serviço militar comum nos exércitos medievais, eles são muito maiores do que os exércitos medievais alguma vez foram e são significativamente mais destrutivos. Além disso - e este é um tópico que retomaremos na próxima vez - eles parecem não restringidos pelos limites sociais e religiosos à violência da Idade Média. Não devemos florear demais ​​- esses limites eram frequentemente mais honrados via de exceção do que observados (e eles não se aplicavam a todos igualmente). No entanto, o aumento acentuado da mortalidade militar no período moderno atesta o fato de que esses limites - os limites organizacionais, juntamente com os culturais - resultaram, de fato, em um nível geral de violência mais baixo.
Parece que quase qualquer discussão sobre a Idade Média começa com “este período foi extremamente violento”. E há alguma verdade nisso - comparado ao mundo moderno, os reis e senhores medievais foram muito à guerra. A guerra era uma parte normal da vida. Mas em comparação com o período moderno inicial ou mesmo com a antiguidade clássica, essas guerras costumavam ser relativamente pequenas e seu impacto era limitado. Em comparação com o período moderno (ou seja, nosso período histórico) - bem, conseguimos matar mais pessoas (num sentido absoluto) em um único espasmo horrível de violência que abalou a terra de 1937 a 1945 (cerca de 85 milhões de pessoas) do que provavelmente morreu em todas as guerras medievais europeias combinadas. Violência é relativa. Comparado com a longa paz do Império Romano (27 aC - c. 235 dC; o próprio império durou até cerca de 450 dC no Ocidente (e 1453 dC no leste), mas seus últimos séculos foram mais violentos), de fato, a Idade Média foi bastante violenta. Mas comparado ao que veio depois, a Idade Média teve mais guerra, porém menos morte (e nós nem sequer discutimos a catástrofe humana que foi a descoberta do novo mundo ...).
Isso significa que Martin "falhou" de alguma forma? Não - de modo algum. Novamente, A Song of Ice and Fire não é uma dissertação de história disfarçada, é um romance de fantasia. Martin construiu uma sociedade com suas próprias regras e sistemas e então seguiu essas regras e sistemas sociais até onde elas levam. Em vez disso, o que quero enfatizar é que - no que diz respeito a assuntos militares - os exércitos de Westeros não são muito parecidos com os exércitos da Idade Média européia, apesar das semelhanças entre cavaleiros, armas e armaduras.
Não obstante, observar a diferença entre a Idade Média e Westeros é importante porque reformula um dos temas centrais do cenário. É reconfortante pensar que a violência descontrolada em Westeros é o produto de algo - uma cultura de cavaleiros guerreiros e violência - que não temos mais. Mas o oposto é verdadeiro: a violência fora de controle, do tipo que Westeros possui, é o produto de algo que ainda temos muito: a tremenda capacidade do Estado administrativo moderno para a violência.
Nossos estados administrativos modernos podem fazer coisas maravilhosas - eles constroem estradas e escolas, fornecem cuidados de saúde (às vezes), podem cuidar dos pobres e regular os locais de trabalho. Mas eles também podem produzir quantidades espetaculares e horripilantes de violência. É essa tarefa - a violência, não as escolas ou as estradas - para as quais eles foram projetados e às quais eles permanecem mais aptos. Nós nos esquecemos disso (fingindo que tal violência pertence apenas à HBO e ao passado distante) por nossa conta e risco.
Na próxima vez, veremos como funcionam as normas culturais e religiosas na sociedade Westerosi. A Idade Média na Europa foi, em muitos aspectos, definida por fortes normas culturais e especialmente religiosas. Quanto se parece com Westeros?
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2019.05.18 03:59 ludicrouscuriosity HEA que na música "Como Eu Quero" "tira essa bermuda" é um apelo da mulher para que o homem pare de se vestir como um garotão e aja como alguém da sua idade

A Paula Toller estava hoje no Pânico na Rádio e falou que a música se dirige a homens imaturos que não agem como pessoas da sua idade, que ficam andando de bermuda por aí quando devia se vestir melhor.
Nesta vibe, o que vocês acham de outras frases da música como:
Diz pra eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério
Tramas do sucesso
Mundo particular
Solos de guitarra
Não vão me conquistar
Uh! eu quero você
Como eu quero!
O que você precisa
É de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final
Agora não tem jeito
Cê tá numa cilada
Cada um por si
Você por mim e mais nada
Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor
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2019.04.20 11:33 AlulimOfEridu Pílula Vermelha e Misoginia

Essa é a acusação mais comum contra as comunidades da Pílula Vermelha. Primeiramente, tenho que dizer que o rótulo "misógino" hoje em dia vem sendo usado como uma falácia que serve de escudo contra qualquer crítica ao feminismo. O feminismo, assim como qualquer ideologia ou ideia, está sujeito a críticas, e não está acima da verdade. Se misógino é simplesmente quem é contra o feminismo ou parte dele, então esse rótulo é muito mal nomeado, já que ele geralmente está relacionado com "ódio às mulheres".
O propósito desse sub não é atacar feministas, nem destilar qualquer tipo de ódio. Na verdade a ideia de ódio em si já vai contra a forte influência estóica que é inerente a comunidade da Pílula Vermelha. Além disso, essa comunidade não está interessada em diretrizes éticas sobre o que deve e não deve ser feito, mas sim em um entendimento do factual, de como o mundo é. O que você deve fazer, dado essa realidade, é uma decisão individual, totalmente fora do escopo dessa sub. Então desencorajamos aqui qualquer post do tipo "vc deve fazer X ou Y".
Isto posto, como esse sub tem uma natureza filosófica/científica, de entendimento do mundo, com o foco nas relações homem-mulher, ideologias podem entrar em conflito com certas constatações da realidade. E o feminismo em particular é de fato uma ideologia que contrasta muito com os pontos salientados pela Pílula Vermelha. A começar pelo reconhecimento que vem da biologia básica de que homens e mulheres são diferentes. Disso segue que muitos dos padrões sociais que sempre existiram no ramo sexual não são meramente construções sociais (o famigerado "patriarcado"), como também prega o feminismo. Então sim, discordamos de certos princípios básicos do feminismo. Isso nos faz um bando de misóginos odiadores de mulheres? Bom, esse seria um salto lógico.
O problema da Pílula Vermelha, primeiro, está em contradizer esses princípios básicos do feminismo, que são hoje mainstream. Quando alguém se opõe ao mainstream, ele logo é tido como "radical" ou "extremista", não só em relação ao feminismo mas em relação a qualquer assunto. Segundo, quando temos uma visão que vai contra o mainstream e portanto não é discutida amplamente, essa visão vai ser absorvida pelas pessoas individualmente de formas diferentes, e algumas pessoas podem não saber lidar com esse novo conhecimento, levando a tendências extremistas. Advogar que homens e mulheres são diferentes não significa falar em "superioridade" masculina. Os gêneros são diferentes e ponto. Superioridade e inferioridade são julgamentos subjetivos de valor, que não cabe nessa discussão racional ao qual nos propomos aqui.
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2019.04.11 16:27 ThorDansLaCroix As diferentes vertentes do Feminismo

As pessoas falam sobre o feminismo como se fosse uma coisa so. Entao eu penso que vale a pena destinguir alguns dos principais movimentos feministas e entender um pouco a diferenca entre eles.

Meses atras eu li um livro da Katie Weeks chamado "The problem with work", que fala bastante sobre as diferentes vertentes feministas mais radicais e marxistas que eu achei bem interessante e assim recomendo a leitura (nao para que concordem, mas sim para que conhecam e entendam de onde surgiram, o que acreditam, etc, caso tenham interessa em tal conhecimento).

Primeiro Feminismo Liberal (Elitista).
O feminismo surgiu apos a declaracao de independencia dos EUA em 1776, como parte do principio do liberalismo de que todas as pessoas nascem iguais. A mulheres da epoca entao foram em busca do mesmo privilegio politico e economico que os homens tinham. Antes de 1780 mulheres nao podia candidatar a cargos politicos e nem ter propriedade privada por exemplo, mas que passram a poder mas somente as que eram casadas.
Esse feminismo eraum movimento de mulheres nobres, casadas com politicos e grandes proprietarios de terras e escluia a classe trabalhadora, negros e nao-ocidentais.
A primeira obra publicada por essa primeira leva do feminismo eh : 'Vindication of the Rights of Women', por Mary Wollstonecraft e publicado em 1796.

Segundo Feminismo Liberal (classe trabalhadora)
Essa segunda leva feminista surgiu com donas de casas que buscavam independencia financeira e social no inicio de 1960', nao querendo mais limitar as suas vidas aos afazeres de casa, almejando entao trabalhar fora, ganhar o proprio dinheiro e ter mais direitos sociais e politicos tais como os homens, o que trouxe as leis sobre direito de abortar, salarios iguais e liberacao do divorcio e combate ao preconceito de genero, etc.

Feminismo Marxista
Essas feministas, influenciadas pelo marxismo, chegaram a conclusao de que a desigualdade de genero eh causada pela desigualdade financeira que existe no capitalismo. Ou seja, mulheres com mais recursos financeiros terao mais oportunidades de igualdade de genero e menos preconceito do que mulheres mais pobres que acabam dependendo mais do marido e familia para criar filhos, para que o marido tenha melhores condicoes de trabalho, etc.
Quem quiser entender a pespequitiva delas, as teoristas sao Sylvia Pankhurst, Anne Philips e Lynne Segal.

Feminismo Radical
Esse feminismo acredita que as bases economicas, politicas e sociais de uma sociedade estao findadas na desigualdade de genero e sendo assim, as mulheres sao socialmentee psicologicamente construidas para cimprir tal papel inferior para o patriarcado possa existir. Nao sendo entao uma questao de diferenca biologica mas sim social.
Elas nao acreditam em igualdade de genero pq elas veem que as instituicoes sociais sao criadas pelo homem para o homem, nao tendo como haver igualdade para homens e mulheres, a nao ser que as mulheres tomem o poder.
Algumas feministas radicais diferenciam entre instituicoes dos homens e homens como individuos, mas outras nao fazem tal distinguamento acreditando que eh impossivel que homem como individuo nao sera influenciado pelas instituicoes patriarcais, acretditam entao que a unica forma de liberacao de tais influencias institucionais patriarcais eh se desligando dos homens e se distinguindo pelo lesbianismo.
Para quem quiser comreender o raciocinio delas: Kate Millet, Andrea Dworkin e Catherine MacKinnon.

Feminismo Negro
Eh uma vertente feminista que surgio em 1970' e que acredita que a desigualdade de genero esta entrelacada com a desigualdade de racial. Elas acreditam que a desigualdade entre mulheres negras eh muito mais forte e agressiva do que entre as mulheres brancas que sofrem menos preconceitos. No entanto, elas nao pensam que o feminismo delas seja so para as negras mas sim para todas as mulheres. Elas apenas acreditam que os demais movimentos feministas ignoram a descriminacao que as mulheres negras sofrem, sendo entao movimentos feministas de mulheres privilegiadas racialmente.
Teoristas: bell hooks, Angela Davis e Heidi Mirza.

Feminismo Pos-Modernista.
Tal feminismo tem varias sub-vertentes que em comum se baseiam nas teorias dos pensadores pos-modernistas Foucault, de Beauvoir, Derrida e Lacan. Em geral elas rejeitam o rotulo "Feminista" pq sao contra o "-ismo" que para elas reflete o conceito essencialista/determinista que os pos-modernistas rejeitam. Ou seja, para elas nao existe uma forma essencial de ser mulher ou natureza feminina e sim vai depender da personalidade e condicoes sociais e psicologicas de cada mulher como individuo. Ou seja, aceitam que haja diferentes verdades de acordo com cada condicao individual, e nao uma verdade universal, determinista essencialista. Elas tambem rejeitam a determinacao biologica do masculino e feminino, dizendo que classifiar as pessoas por causa da anatomia delas, eh repremir as pessoas em uma estrutura determinista. Algumas das feministas por-modernistas nao diferenciam a desigualdade de genero com a desigualdade de outros grupos sociais, como preconceito etinico, religioso, social, etc, que para elas fazem todos parte de uma repressao determinista social.
As principais teoristas sao Judith Butler, Julia Kristeva e Joan Scott.

So para deixar claro, por mais que os pensamentos pos modernistas ainda tenham influencias no dia de hoje, tal como qualquer movimento recente em nossa historia, o pos-modernismo como movimento nao existe mais. Nasceu apos a segunda guerra mundial como reacao as ideias falhas do determinismo e estruturalismo social, cultural e religioso do movimento anterior chamado modernismo (e o modernismo nasceu como reacao ao romanticismo que resgatava os principios basicos classicos que moldaram a cultura ocidental durante o seculo de 1800'). O pos-Modernismo ganhou popularidade nos anos 80 e 90 eh considerado fora de moda ou morto como movimento no final dos anos 90'.
Eu estou dizendo tudo isso pq ja duas pessoas me falaram sobre "pos-modernistas marxistas que destroem a verdade e os fatos". Mas a verdade eh que marxismo eh o oposto de pos-modernismo ja que marxistas sao extruturalistas e deterministas historico e social. E basicamente o movimento pos-modernista esta morto.
Atualmente eh dito que vivemos em um deserto cultural e intelectual que eh dificil de classificar e consequentemente nomear. Alguns chamam de meta-modernismo, outros de alter-modernismo, mas o nome que eu mais gosto eh pseudo-modernismo.


Tudo que eu escrevi aqui eh so um pouco que eu penso saber. Nao eh para levarem como verdade mas sim para incitar a curiosidade e busca de mais informacao para quem se interessar, e obviamente criticar ou corrigir o que eu possa ter mal interpretado ou mal comprendido.
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2019.04.01 19:55 ThorDansLaCroix Socialismo Conservador (direita), Liberalismo e Socialismo Liberal (Esquerda)

Eu vejo muito ser dito sobre socialismo sendo atribuido a comunismo, e esses dois sendo atribuido ao Nazismo/Facismo, e todos esses sendo esquerda. Ate a onde eu pude entender nessas atribuicoes eh que a esquerda se caracteriza por politicas, governos ou ideologias que visam um estado autoritario e que mata seus cidadoes. Se houver mais caracteristicas que possa ser acrecentao que justifique tais atribuicoes dessas correntes, por favor digam.
Eu ouvindo algumas pessoas (tanto as que se dizem de direita quanto as que se dizem de esquerda), o que me deu a entender eh que elas nao falam ou parecem nao saber do socialismo conservador (de direita).

O termo "socialismo" existe desde a Grecia antiga. Eh citado tanto por Platao em seu livro "A Republica" quento por Cicero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na decada de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam eh o socialismo conservador.
As caracteristicas do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da epoca e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilegio hierarquico social, preservacao das instituicoes como religiao e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservacao do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vao preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vao preferir a democracia palarmentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germanico/Teutonico, tendem a hegemonia nacional (contra imigrantes ou considera imigrante sub-classe ou escravos).
Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes eh contra o capitalismo, mas o contrario, sao defensores do capitalismo corporativista.

Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo eh somente quando ha estado minimo e nao intervenca na economia. Mas na verdade, tal descricao eh do liberalismo e nao do capitalismo (nem todo capitalismo eh liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.

Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadao toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidoes e trabalho para visando a grandeza da nacao (nacionalismo), abre mao da competicao individualista de enriquecimento e acenssao pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posicao social, nao havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nacao.
Independente da vertente, o principio eh que a nacao deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Tem um regente que todos obedecem, tem as partituras que todos devem respeitar (religiao e instituicoes estatais) e tem seus musicos que devem tocar somente os seus instruments (nao tentar ser o que vc nao eh, nao tentar ser melhor que o solista, e focar na sua apticao e trabalho), e o objetivo eh fazer com que musica toque em harmonia.

O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A principio monarquico) eh o Liberalismo que Surge no seculo meados de 1600' com o Ingles John Locke, conhecido como o pai do liberalismo, e que surgiu como briga pela liberdade individual (democracia, liberdade de expressao, direitos civis, liberdade religiosa em que vc pode escolher sua religiao e nao ser obrigado a serguir uma religiao imposta pelo estado ou sociedade, livre comercio que eh a liberdade individual em comercializar, igualdade de genero que se opoem a hierarquia social do conservadorismo social, e propriedade privada).
O conflito entre Socialistas Conservadores (Monarquia) e Iluministas liberais (Democracia) culminou na grande primeira revolucao politica, a Revolucao Francesa em 1789-1799.

Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista comecou junto com o movimento de independencia dos EUA em 1776. A propria declaracao de independencia dos EUA cita que todos os cidadaos, homens e mulheres, sao criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796.
As feministas esquerdistas vao surgir bem depois (apos o surgimento do Marxismo na segunda metado de 1800).

Historicamente a direita eh o que busca preservar ou conservar os principios e tradicoes politicas, economicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os principios tradicionais com novos principios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia e sentavam a direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que incluia os jacobinos citado por Max Weber em "A etica protestante e o espirito do capitalismo") sentavam a esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas).

O termo socialismo em si comecou a ficar mais em voga a partir do monarca austriaco Klemens von Metternich em 1847, que justo com demais monarquistas, comecaram suas campanhas contra o liberalismo.

O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metado de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusao que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Mas antes do Marxismo ja haviam muitos grupos anarquistas (anti-governo) que surgiram apos os principios liberais contra a Monarquia (Socialismo conservados / de direita).

Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na epoca era Monarquico, surgiu o Liberalismo. Ambos Monarcas (Socialistas conservadores) e Liberais eram capitalistas, os liberais defediam um capitalismo e sociedade sem controle do governo e com a liberdade individual, enquanto os Socialistas Consevadores defendiam o capitalismo e sociedade regido e controlado pelo governo, sem muito direitos individuais. E contra ocapitalismo surgiu o Marxismo e seus socialismo de esquerda (Socialismo Liberal).

Quando o sistema liberal democratico e laico passa a dominar e virar norma, esses passam a ser os novos conservadores e assim chamados de direita, pos querem conservar tais normas estabelecidas. O Marxismo (Socialismo liberal/Marxista e Comunismo) que busca acabar com tais normas entao eh esquerda. O socialismo conservador que defende o estado mais patriarcal (monarca, ditatorial ou presidencial em que o presidente tem mais poderes), menos liberdade individual, hierarquia social, etc, passa assim ficar a direita do Liberalismo. Ou seja, o socialismo conservador eh mais conservador e assim mais a direita do que o os democratas capitalistas que defendem a liberdade individual, social e economica.

O Nazismo e Facismo em geral tem origem no Socialismo Conservador. Antes mesmo do Nazismo surgir, Oswald Spengler previu a acencao do Nazismo e Facismo em seu livro publicado na decada de 1920', chamado "Prussianismo e Socialismo" ao qual fala da origem e principios so Socialismo conservador e seu populismo (Nazismo). Lembrando que antes da Primeira Guerra Mundial a Alemanha era monarquica e sua sociedade tinham os principios anti-liberal e pro Monarquico socialista conservador. E por mais que fossem anti-liberalismo eles eram altamente capitalistas sendo o pais mais industrializado e capitalista da epoca.
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre economico pos primeira guerra).

O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo. Ambos sao frutos do Iluminismo Britanico e seu principio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador (ditatorial ou monarquico) que se opoem a liberdade individual e social tanto do Liberalismo quanto do Marxismo.

Karl Marx, antes de vir com os principios Marxistas, ele era um liberal defensor ferrenho do capitalismo. Quando a revolucao liberal comecou a acontecer (Monarquia perder o poder para o sistema politico representativo e laico), as pessoas acreditavam que a populacao eh que teria o poder, ja que os politicos teoricamente representariam e compririam a vontado da populacao. Mas como sabemos, nao eh assim que realmente funciona, e politicos foram vistos como apenas pessoas que tomaram o poder para si mesmos, fingindo representar o interesse da populacao (lembrando que ninicialmente, apos a queda da monarquia, os politicos no poder eram empresarios). Com isso comecou a surgir movimentos anarquistas e demais formas de anti-governo. Ai vem o comunismo.
O comunismo em si defende uma sociedade sem governo (diferente do liberalismo que defende um governo representativo, e do socialismo conservador que defende um governo controlador economico e social, liberdade individual altamente restrita). Qualquer estudo ou obra comunistas deixa isso muito claro.
Da mesma forma que Nazismo (socialismo conservador) nao tem como ser Comunista, o comunismo nao tem como ser socislista liberal (socialismo de esquerda ou socialismo marxista). O socialismo marxista eh visto como uma fase de transicao entre capitalismo e comunismo, e so eh chegado ao comunismo quando nao houver mais governo e o meio de producao pertencer aos trabalhadores que se organizam de forma coletiva e nao individualista.
O socialismo esquerdista eh um sistema que ainda tem governo, mas que so eh completamente implantado quando nao ha mais capitalismo (os meios de producao pode nao tem poder de ninguem mas ou somente do governo ou dos trabalhadores que se organizam coletivamente, e que depois acaba com o governo para se tornar comunismo).

Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo, ou associa capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlacoes.
O liberalismo classico em si eh contra o "pro business". Adam Smith ja dizia que grandes empresarios eram uma ameaca ao Liberalismo e democracia, ja que quando empresas obtem grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo classico se difere do Neo-Liberalismo.
Por mais que muitos hoje digam que o capitalismo so funcina quando nao tem intervencao governamental, os liberais classicos viam que governo eh importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado eh uma demanda do proprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer (Neo-Liberalismo).

Para aqueles que leram ate aqui eu agradeco pela atencao e tolerancia em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu nao estou esperando que haja concordancia).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platao para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo e Nazismo. Da mesma forma que eu nao concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que eh comunismo (ao qual tambem existe inumeras vertentes em que discordam uns dos outros).

Eu sei que muita gente se recusa a ler "O Capital" de Marx pq eh um livro comunista. Mas o livro quase nao fala sobre comunismo ou socialismo liberal. O livro quase todo aborda e analisa o capitalismo, e ao contrario do que muita gente pensa, ele nao fica o livro todo criticando o capitalismo. No livro ele muitas vezes fala ate bem do capitalismo em certos pontos (mas a conclusao final dele eh que o sistema precisa ser subistituido), mas em geral ele apenas apresenta uma analise do sistema, motivo pelo qual eh ainda um livro lido e estudado nos cursos de economia (mesmo que ninguem concorde ou defenda o comunismo ou socialismo esquerdista).

Para finalizar com uma ultima curiosidade. Algo que todos esses sistemas tem em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, eh que todos eles tem como engrenagem a questao do trabalho. Max Weber explica a implicancia da "doutrina do trabalho" que vem da etica religiosa que passa a fazer parte do espirito do capitalismo (e seu principio meritocratico). O socialismo conservador, principalmente em facismo (e nazismo) tem como principios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupcao social) visando o grandeur da nacao. O Comunismo tem como principio o poder dos trabalhadores que detendo o poder de producao com seus trabalhos abolem o governo e capitalismo.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autonomo que surgiu na italia, que eh contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo eh a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo classico esta fardado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantem tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu nao conheco muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se nao concordar).

Eu nao sou historiador, academico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread despert a curiosidade para que vcs contunuem interessado e pesquisando para buscar mais compreencao e correcao do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo nao concordando).
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2019.02.04 23:33 Adriano_Oliveira Reforma da Previdência.

- Prevê regras transitórias até aprovação de leis complementares.
- Prevê idade mínima de 65 anos para homem e mulher ao fim da transição.
- Vincula aposentadorias de militares estaduais às das Forças Armadas.
- Cria capitalização a ser regulamentada por lei complementar.
- Prevê possibilidade de utilizar parte do FGTS na capitalização.
- Prevê renda de R$ 1 mil para pessoas com deficiência sem condição de sustento.
- Prevê renda de R$ 500 para baixa renda aos 55 anos.
- Prevê renda de R$ 750 para baixa renda aos 65 anos.
- Regra transitória prevê 40 anos para atingir 100% de salário.
- Cria gatilho para elevar idade mínima a cada 4 anos.
- Regimes próprios de servidores terão contribuições complementares.
- Alíquota complementar de servidor não poderá ser inferior à do INSS.
- Restringe pagamento do abono a quem recebe até um salário mínimo.
- Prevê contribuição individual de produtores rurais para Previdência.
- Acionistas e administradores respondem por dívida com INSS se houver dolo.
- Idade mínima para trabalhador rural e professor será de 60 anos.
- Tempo mínimo de contribuição no INSS passa a ser de 20 anos.
- Prevê idades menores para quem trabalha em condições prejudiciais à saúde.
- Limita acúmulo de pensão e aposentadoria com desconto progressivo.
- Maior benefício será integral e os demais podem ter desconto de até 80%.
- Tempo mínimo de contribuição para servidor passa a ser de 25 anos.
- Pensão por morte prevê cota familiar de 50% mais 10% por dependente.
- Políticos terão que dizer em 180 dias se querem ficar em regime atual.
- Políticos terão que cumprir idade mínima de 65 anos e pedágio de 30%.
- Veda novas adesões de políticos ao regime específico da categoria.
- União, Estados e municípios terão 2 anos para plano contra déficit de servidores.
- Estados terão dois anos para adequar regras de militares às das Forças Armadas.
- Prevê regra de transição por pontos, iniciando em 86, para mulheres, e 96, para homens.
- Pontos da transição serão elevados a partir de 2020 até limite de 105.
- Para professor, transição começa em 81 pontos, para mulheres, e 91, para homens.
- Pontos para professores serão elevados a partir de 2020 até limite de 100.
- Nos primeiros cinco anos, é possível aposentar por tempo com fator previdenciário.
- Em aposentadoria por idade, idade mínima sobe 6 meses a cada ano até 65 anos.
- Em aposentadoria por idade, tempo mínimo sobe 6 meses a cada ano até 20 anos.
- Na transição de servidor, idade mínima sobe a 57, para mulheres, e 62, para homens, em 1.º de janeiro de 2022.
- Servidores também seguirão transição por pontos além da idade mínima.
- Integralidade e paridade de servidor valem para aposentadoria aos 65 anos.
- Prevê idade mínima de 55 anos para policiais na transição.
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2019.01.17 21:43 tkaliveira TORTURA: herança da humanidade e nenhum interesse do príncipe.

TORTURA: herança da humanidade e nenhum interesse do príncipe.

Pau de Arara - Método de Tortura
TORTURA: herança da humanidade e nenhum interesse do príncipe.
Tortura é a imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação e punição para obtenção de confissão, informação ou simplesmente por prazer de quem tortura. Em outro espectro temos a definição de tortura mais abrangente: “o dano físico e mental deliberado causado pelos governos contra indivíduos para destruir a personalidade individual e aterrorizar a sociedade”.
A história da humanidade tem como protagonista a pena de morte, que quase sempre foi imensuravelmente dolorosa. Dentre as torturas que protagonizaram o lado vil da humanidade a história tem destacado a “roda”. Conhecida como a roda do despedaçamento ou a roda de Santa Catarina, era um instrumento de tortura e morte onde o condenado era preso à roda e tinha os seus ossos quebrados com martelos até a morte. Tivemos também o esfolamento, o esventramento, a crucificação, a empalação, o esmagamento, o apedrejamento, a morte na fogueira, o desmembramento, a serração, o escafismo e o colar.
Não importam quantos séculos o mundo avance, a humanidade sempre vai fazer o seu melhor: encontrar técnicas para torturar e expiar quaisquer outros seres vivos. A humanidade pode expiar outro ser vivo por diversos motivos, e é difícil elencá-los aqui. Hodiernamente homens matam por serem homens, por racismo, machismo, especismo, política, riqueza, religião, doenças mentais, terrorismo e outros motivos.
Em em alguns momentos,as sociedades civis e politizadas também justificarão legalmente os motivos para torturarem, seja de maneira vil ou seja de maneira mais “humana” (vide Apartheid, Nazismo e Supremacia Branca Norte Americana, por exemplo).
E de maneira incrível, nesse mesmo mundo onde há seres humanos capazes de criarem mecanismos e leis para destruirmos uns aos outros, temos uma frente que luta pelo direito de não sermos mais torturados, expiados e mortos por questões de raça, cor, religião, sexo, gênero, e em corrente uníssona, unidos militam pelos direitos humanos.
DIREITOS HUMANOS
As guerras mundiais foram capazes de mudar o mundo para sempre. A segunda guerra mundial alastrou-se de 1939 até 1945, quanto mais perto do fim, cidades da Europa e da Ásia reduziam-se as cinzas e vasta escuridão de destruição. Milhões de pessoas morreram nesse confronto e milhões de pessoas estavam sem lar e passando fome.
Em 1945, delegados de cinquenta países reuniram-se em São Francisco esperançosos e com certeza, ansiosos com a conferência das Nações Unidas com o objetivo de promover a paz e futuras guerras. E nessa conferência, os delegados fizeram a mais importante das cartas já redigida pela humanidade em prol da própria humanidade: A declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde então, a humanidade passou a difundir o discurso de que devemos resguardar direitos básicos e fundamentais da humanidade, com colaboração universal para sua implantação e execução.
No seu preâmbulo e no artigo primeiro a declaração expressa os direitos inerentes a todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem(…) Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”
E neste contexto fim/pós guerra, os Estados membros da Organização das Nações Unidas comprometeram-se em trabalhar uns com os outros para promover os trinta artigos de direitos humanos que, pela primeira vez na história foram reunidos e codificados em um único documento. São os trinta artigos mais importantes da humanidade. São hoje na maioria, parte das leis constitucionais da maioria das nações democráticas pelo mundo.
Leia-os aqui: https://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.html
DIREITOS HUMANOS NO BRASIL
No Brasil, os direitos humanos foram recepcionados pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Conhecida como constituição cidadã, a CF/1988 consagrou os reflexos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, esses reflexos são expressos nos artigos codificados no documento. Em seu artigo primeiro que traz os princípio da cidadania, dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. Em seu artigo quinto que expressa os direitos à vida, à privacidade, à igualdade, à liberdade. A CF/1988 traz também os direitos fundamentais que são divididos em individuais e coletivos, difusos e de grupos.
MECANISMO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE A TORTURA
O Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura faz parte do Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. O órgão é composto por onze especialistas independentes (peritos) que tem acesso a instalações de privação de liberdade, como centros de detenção, estabelecimentos penais, hospitais psiquiátricos, abrigos de pessoas idosas, instituições socioeducativas e centros militares de detenção disciplinar.
O acesso dos peritos tem como objetivo identificar e violações dos direitos humanos, como a tortura por exemplo. Constatadas violações, os peritos elaborarão relatórios com recomendações às demais autoridades competentes, que poderão usá-los para adotar as devidas providências.
JOÃO DORIA VETA CRIAÇÃO DO COMITÊ CONTRA TORTURA EM SÃO PAULO
O governador do Estado de São Paulo, o tucano João Dória vetou no dia 17 de janeiro de 2019 projeto de lei aprovado em 2018 pelos deputados estaduais paulista que criava o Comitê Estadual de prevenção e Enfrentamento à Tortura e o Mecanismo de Prevenção e Enfrentamento à Tortura do Estado. A criação de mecanismos contra a tortura no Brasil é um dos compromissos assumidos pelo estado brasilileiro em 1991, desde então signatário da Convenção Contra a Prática de Tortura no âmbito da organização das Nações Unidas – ONU.
O governo do Estado de São Paulo em nota afirmou que o comitê funcionaria dentro da Assembleia Legislativa e geraria cargos e custos orçamentários, “ferindo o princípio da separação de poderes, que é inconstitucional”. Empreender com presídios e negligenciar a proliferação da violência, empreender é isso.
PREVENÇÃO E ENFRENTAMENTO DA TORTURA NO BRASIL
O Rio de Janeiro fora o primeiro estado a criar o mecanismo estadual, criou mesmo em 2010, antes mesmo da publicação da lei federal. Na Rio de Janeiro o órgão é vinculado à Assembleia Legislativa. Pelo menos 18 estados brasileiros possuem comitês de combate à tortura, inclusive aqueles com problemas carcerários graves.
COMBATER A TORTURA É MISSÃO UNIVERSAL
Não instituir mecanismos ou vetá-los representa enorme retrocesso. A sociedade civil deve dispor de mecanismos de combate a violência contra os direitos humanos e prevenção a tortura, além de que, o Estado de São Paulo é o estado com maior contingente de pessoas presas e adolescente em medidas sócio educativas e não tem nenhuma equipe de peritos independentes que fiscalize as condições dos estabelecimentos de privação da liberdade.
E nessa transição social, o combate e enfrentamento a tortura torna-se essencial, pois as medidas de liberdades para o povo como a posse de arma facilitada abre margem para uma sociedade hostil colocar para fora os seus demônios, e muito de nós sabemos que “corretivos” não passam de tortura amenizada pelo discurso “ele mereceu”. Se for para adotarmos um discurso, por que não adotar o dos direitos humanos?
REFERÊNCIAS
Departamento de Saúde e Serviços Humanos do EUA - Statement on torture and US Foreign Policy;
ABBOTT, Geofrey – What a Way to go. New York: St. Matin’s Griffin. P36. 2007;
Uma Breve História dos Direitos Humanos, site: https://www.unidosparaosdireitoshumanos.com.pt/what-are-human-rights/brief-history/the-united-nations.html – acesso: 17/01/2019;
ONU – Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948 – site: https://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10133.html – acesso: 17/01/2019;
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.
G1, São Paulo. Doria veta criação de comitê contra tortura em São Paulo. Site: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/01/17/doria-veta-criacao-de-comite-contra-tortura-em-sao-paulo.ghtml – Acesso: 17/01/2019.
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2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
submitted by mrBatata to portugal [link] [comments]


2018.11.27 02:49 hermeneze Eu sou contra o casamento gay

Eu fui um dos que colocou que era contra o casamento gay na pesquisa sobre espectro político.
Mais cedo um outro usuário colocou que forçar o reconhecimento de um "casamento gay" de maneira civil era infringir a liberdade individual de cada cidadão. Isso é facilmente derrubado, pois um "casamento gay" gera efeitos entre as partes apenas, logo não é algo opressivo. Não interessa se você reconhece o casal como tal, o importante é que o ordenamento jurídico os reconhecem e os tutelam.
Eu sou contra o casamento gay pois o termo casamento é um termo religioso, o matrimônio tem sua raiz na religião. Segundo a minha religião, casamento só entre homem e mulher, e acabou. É algo religioso, que está diretamente ligado ao pensamento conservador por definição. Isso quer dizer que a sociedade civil se apropriou do termo "casamento", que na verdade é um instituto religioso. Isso explica por que a Igreja Católica, por exemplo, é contra o casamento gay, é uma questão de nomenclatura, é uma afronta a ortodoxia milenar da instituição e a própria vontade de Deus.
Eu não sou contra que pessoas do mesmo sexo se unam sob qual quer outra nomenclatura, que isso gere efeitos jurídicos e sociais, que elas tenham a mesma segurança jurídica e tutela de que gozam casais ordinários (homens e mulheres) sob o instituto do casamento. Sob o ponto de vista do que é justo e correto, é necessário que isso seja feito, não se pode deixar que o desejo de duas pessoas de se unirem, e serem reconhecidas e protegidas por meio disso, seja cerceado.
TL;DR casamento é um instituto religioso adotado pela sociedade civil, pessoas do mesmo sexo podem se unir perante o estado a ter o mesmo status de um casamento, só não pode chamar de casamento, dã.
inb4: "casamento é um termo antigo que já foi incorporado pela sociedade civil a muito tempo e deixou de ser um termo exclusivamente religioso, o signo da expressão se modificou com o tempo e por isso seu post não tem sentido"
Essa é uma forma de relativizar a origem da expressão, se você for relativista eu reconheço que isso faz sentido para você..... Mas eu não sou.
Bjs de luz

submitted by hermeneze to brasilivre [link] [comments]


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